Belan detalha nova fase da Visual Turismo: "É o jet-ski e a CVC Corp, o transatlântico"
VP de Vendas reitera que Visual terá mais agilidade para navegar por diferentes segmentos do mercado

A nova fase da Visual Turismo dentro da CVC Corp, após unificar atendimento e equipes, não representa uma ruptura com o trabalho realizado nos últimos anos dentro do B2B, mas uma evolução da estratégia da companhia. É o que disse Emerson Belan, vice-presidente de Vendas B2B e B2C da CVC Corp, nesta segunda parte da entrevista sobre o novo momento da operadora agora sob o comando de Bruno Sá.
Emerson Belan fez questão de separar a saída de Hugo Lagares, que deixou a CVC Corp após cerca de três anos à frente da Visual, das movimentações realizadas anteriormente pela companhia. Ele reforçou que a troca do comando da Visual não significou uma mudança de direção, já que a estratégia é o elemento permanente, enquanto os profissionais que ocupam os cargos podem mudar ao longo do tempo.
“Mudança de jogadores sempre vai ter dentro de qualquer grande corporação. O mais importante, que é o caso nosso, é a estratégia bem definida. O jogador entra e executa da melhor forma possível, cada um com a sua técnica. A gente não dá cavalo de pau e sim traz um processo de melhoria contínua"
Emerson Belan, vice-presidente de Vendas da CVC Corp
A estratégia combina logo duas frentes que passaram a caminhar juntas com a integração: escala e especialização. De um lado, a Visual incorpora equipes, clientes, sistemas e estruturas da Multimarcas, ampliando sua presença junto aos agentes de viagens. De outro, a CVC Corp quer preservar a característica mais flexível da marca, a fim de explorar produtos e nichos que demandam abordagens diferentes.
A Visual como “jet ski” da CVC Corp

A metáfora usada por Belan para explicar o papel da Visual dentro da CVC Corp ajuda a entender o espaço que a marca deverá ocupar após a integração com a CVC Multimarcas. “A Visual, eu diria para você que é o nosso jet ski, enquanto a CVC Corp é o transatlântico”, disse Belan em tom descontraído.
Ele reitera que a Visual terá mais agilidade para navegar por diferentes segmentos, mas sem abrir mão da estrutura e da escala oferecidas pelo grupo. “Ao se abastecer desse transatlântico, a Visual está solta no mar, mas com o transatlântico andando do lado dela”, completou Belan.
Na prática, Emerson Belan vê a Visual como uma plataforma para identificar novas oportunidades e desenvolver produtos para diferentes nichos do Turismo. Neste caso, a estratégia vai além do lazer tradicional e contempla segmentos como corporativo, saúde, luxo e premium.
“A Visual sempre vai ser a nossa empresa para trazer novas oportunidades de mercado e nichos. Estamos sempre está usando e olhando esses segmentos de Turismo, seja ele de qual for, como lazer, corporativo, de saúde, de luxo e até mesmo premium. E ainda vem muitas novidades relacionadas a produtos diferenciados para o agente de viagens”
Emerson Belan, vice-presidente de Vendas da CVC Corp
Tecnologia para falar com cada agente

O novo diretor da Visual Turismo, Bruno Sá acrescenta outro componente à estratégia: tecnologia aplicada à segmentação da comunicação com os agentes de viagens. Com a ampliação do portfólio e a diversidade de perfis atendidos pela nova operação, a empresa pretende direcionar ofertas certas para cada perfil.
O executivo explica que a Visual atende diferentes perfis de clientes e, por isso, existe espaço para sofisticar a maneira como produtos e campanhas chegam às agências.
“A gente, como uma companhia, como uma empresa posicionada como uma operadora, tem vários tipos de clientes aqui no nosso portfólio. E a Visual é bastante interessante, ela é bastante democrática, ela consegue atender todos os tipos de clientes”
Bruno Sá, diretor da Visual Turismo
A intenção é utilizar tecnologia para identificar perfis e tornar a comunicação mais precisa. “Queremos fazer isso de forma ainda mais sofisticada. Ou seja, que a gente consiga ter uma comunicação mais direcionada para o agente dentro daquele nicho em que ele trabalha, de uma forma muito mais correta e assertiva”, explicou.
O mercado de luxo virou exemplo para Bruno Sá. Segundo ele, uma agência especializada nesse segmento não necessariamente terá interesse nos mesmos produtos de uma agência focada em viagens de volume. “Não tem nada mais efetivo do que realmente você conversar e trazer para o cliente o produto que ele deseja. Não faz sentido uma agência de luxo receber no mailing dela um hotel de três estrelas”, afirmou.