CVC lança dois novos modelos de loja compactos para ampliar presença no Brasil
CVC Ultra Light e CVC Pocket foram criadas para atender municípios menores e novos mercados

Dois anos depois de apresentar os quiosques como uma nova frente de sua presença física no País, a CVC amplia agora em 2026 a sua estratégia de expansão física com dois novos modelos de loja: a CVC Ultra Light e a CVC Pocket, criadas para atender municípios menores e mercados onde uma unidade tradicional teria certa dificuldade de justificar o investimento.
A companhia passa a trabalhar agora, portanto, com investimentos a partir de cerca de R$ 49 mil e R$ 32 mil, respectivamente, para as lojas Ultra Light e Pocket.
Segundo Emerson Belan, vice-presidente de Vendas da CVC Corp, a novidade faz parte de uma estratégia de expansão baseada no mapeamento do potencial de consumo de cada município, e não apenas no tamanho da população. Ele destaca que a empresa cruza informações sobre número de habitantes, perfil socioeconômico e mercado endereçado para definir onde existe espaço para uma nova unidade.

“Estamos sempre atentos ao mercado. Temos uma base forte de VGE, que faz o mapeamento das cidades e clusteriza alguns pontos, como municípios emergentes e grandes metrópoles. A gente calibra pelo nível de desenvolvimento comercial, do Brasil rural às grandes capitais. A CVC utiliza bases do IBGE para entender o poder de consumo de cada cidade, inclusive o potencial relacionado a viagens, e cruza essas informações com a própria base de clientes e desempenho da marca”
Emerson Belan, VP de Vendas da CVC Corp
Um levantamento feito pela companhia sobre o universo de pequenos municípios brasileiro revelou que mais de 3 mil municípios têm menos de 20 mil habitantes, o que acaba representando uma grande oportunidade de expansão para a companhia. “Há um potencial enorme de crescimento em cidades pequenas”, disse Belan.
Ultra Light

A loja Ultralight é uma evolução da loja Light. O modelo exige investimento de cerca de R$ 49 mil e pode chegar a até três pontos de atendimento, em uma área de até 13 metros quadrados. A proposta é manter uma operação enxuta, mas com capacidade maior de atendimento.

A estratégia é direcionar esse formato principalmente a municípios menores. A CVC trabalha com a faixa de cidades com até 20 mil habitantes e, dentro dela, identifica mercados nos quais uma operação tradicional teria pouca aderência. “É uma loja enxuta, com valor agregado bom e custo baixo", disse o VP.
CVC Pocket

O segundo formato é ainda mais compacto. O CVC Pocket tem apenas um ponto de atendimento, ocupa cerca de 4,5 metros quadrados e parte de um investimento de aproximadamente R$ 32 mil. A estrutura pode ser montada em cerca de duas horas.
A diferença é que a Pocket não foi pensado necessariamente para substituir uma loja convencional, mas também para funcionar como uma extensão de uma operação que o franqueado já possui. Um exemplo é a possibilidade de instalar o ponto dentro de um shopping ou hipermercado, ampliando a presença da marca sem a necessidade de construir uma nova loja completa.
Segundo Belan, a lógica permite que o franqueado aproveite estruturas já existentes e encontre novos pontos de contato com o consumidor. “Montar uma loja tem um custo alto. A extensão dentro de um hipermercado ou num shopping pode ser uma alternativa”, afirmou o vice-presidente de Vendas.
O Pocket, portanto, passa a cumprir duas funções na estratégia da CVC: entrar em mercados muito pequenos, nos quais uma loja convencional não faria sentido econômico, e ampliar a área de atuação de um franqueado que já possui uma unidade da marca.