Acima das nuvens: famtour da Flot sobe o Etna e conhece Taormina; veja fotos
Grupo encarou o ar rarefeito a quase 3 mil metros e fechou o dia na vinícola Oro d Etna; confira

LETOJANNI (ITÁLIA) – Sol forte, mar parado e céu limpo. Foi assim que a quarta-feira (28) começou na praia de Letojanni, vizinha a Taormina, onde agentes de viagens estão hospedados em famtour da Flot. Mas o que começou com um dia lindo, de bermuda e chinelo, terminou com blusa, casaco, gorro e mochila. O programa era subir o Etna, Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013.
No Etna dá para passar por várias estações do ano em poucas horas. Você sai do verão na beira do mar e, pouco depois, está no frio, no vento e no meio da neblina.
O Etna é o maior vulcão ativo da Europa. Tem mais de 3,3 mil metros, e esse número muda com o tempo, porque cada erupção acrescenta ou derruba um pedaço do topo. Os sicilianos chamam o vulcão de â Muntagna, a montanha, que está entre os vulcões mais ativos do mundo e vive em atividade quase constante. Desde 2013, é Patrimônio Mundial da Unesco.
Subida de tirar o fôlego
Quem conduziu o passeio foi a guia Edi. O ônibus subiu até o Rifugio Sapienza, o último ponto do vulcão onde se chega de carro ou ônibus. Dali, o grupo pegou o bondinho. Lá fora, o verde vai sumindo e entram as crateras apagadas e os campos de lava preta, uma paisagem que parece de outro planeta.
O grupo chegou a quase 3 mil metros de altitude, e o corpo sentiu. A subida é rápida demais para o organismo se acostumar ao ar rarefeito. Dos sete agentes, só cinco completaram o trajeto. Os outros dois sentiram falta de ar e dor de cabeça e esperaram o grupo mais abaixo.
Para quem chegou ao topo, valeu cada passo para ver as nuvens sob os pés, cobrindo a encosta como um tapete branco.
O vulcão que destrói e alimenta
Morar perto do Etna sempre foi uma relação de amor e medo. Em 1669, a pior erupção dos últimos séculos destruiu pelo menos dez vilarejos e chegou às muralhas de Catânia. A cidade foi praticamente destruída e reconstruída em estilo barroco, visto até hoje andando pelo centro.
Só que a mesma lava que derruba cidades deixa a terra rica. As cinzas, a areia e as pedrinhas vulcânicas fazem o solo do Etna render uvas de altíssima qualidade. O clima também é diferente do resto da Sicília, com inverno gelado e muita chuva. Por isso os sicilianos dizem que o Etna é uma ilha dentro da ilha.
Vinho, azeite e mel do vulcão
Na descida, o grupo parou em Zafferana Etnea, na encosta leste, para conhecer a Oro d'Etna. Quem recebeu o grupo foi o próprio dono, Domenico. A vinícola é da família Costa e tem um vinhedo de 5 hectares a 550 metros de altitude, com vista para o Mar Jônico.
Na mesa, tudo da casa: vinho, azeitona, azeite e mel, tudo produzido por eles. As uvas crescem em terraços de muro de pedra, e dali saem de 20 mil a 25 mil garrafas por ano com o selo Etna DOC. O tinto da região leva pelo menos 80% de Nerello Mascalese, a uva símbolo do vulcão.
O mel não aparece ali por acaso. Zafferana é famosa pelo mel e faz parte da associação das Cidades do Mel. Todo outubro, a cidade faz a Ottobrata Zafferanese, a maior feira de produtos típicos do Etna, com um domingo inteiro dedicado ao mel.
Nesta quinta (29), o grupo visita Savoca e Forza d'Agrò, os vilarejos de O Poderoso Chefão, e segue para Catânia.
O Portal PANROTAS viaja a convite da Flot e da ITA Airways.