OPINIÃO

Nova marca do Turismo tem cara de anos 70, diz Sanovicz

Convidado como um dos debatedores do painel “Destinos Turísticos Inteligentes: uma arma da competitividade” promovido pelo Instituto Smart City Business, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, criticou a nova marca do Turismo criada para representar o Brasil mundo afora. De acordo com ele, tal mudança é um retrocesso para o setor.

“Semana passada nos deparamos com uma nova campanha que não tem marcas turísticas. Para começar, a língua portuguesa faz parte da nossa identidade e Brasil escrito com S é o que somos. Já o uso da palavra ‘love’ nos leva de volta aos anos 70 por todos os significados que ela carrega, assim como consequências”, comentou Sanovicz.

Filip Calixto
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear
“O que nos torna singulares e relevantes é nossa identidade cultural. Música, desenho, arquitetura e etc. É um debate interessante que temos hoje em dia no mercado. O processo de construção de cidades inteligentes envolve aspectos complexos que levam em consideração a própria história, e a nova marca vai contra essas diretrizes”, continuou o presidente da Abear.

Sanovicz ainda comparou os processos de desenvolvimento da nova marca com a anterior, conhecida como Plano Aquarela. Segundo ele, não houve estudo, planejamento, nem debates com profissionais do setor para definir qual imagem do Brasil seria promovida no mercado internacional.

“O Plano Aquarela foi criado como resultado de um grande debate com mais de uma centena de opiniões e um concurso nacional. O resultado foi sensacional, tanto que perdurou por 15 anos. Mais de 120 empresas utilizaram a identidade visual em um processo que andou em linha com a inteligência colaborativa”, explicou.

Diretora da Matcher Travel Business e presidente da Embratur entre 2006 e 2010, Jeanine Pires escreveu sobre o tema no blog MKT Destinos da PANROTAS. Para ler, clique aqui.
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