Ex-CVC alerta para venda irregular de viagens na internet

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Rodermil Pizzo
Rodermil Pizzo
Empresário com 36 anos de atividades no Turismo, ex-franqueado com mais de 23 lojas CVC, Rodermil Pizzo escreveu um artigo alertando trade e consumidor para uma prática ilegal impulsionada pela pandemia: vendas irregulares via WhatsApp e redes sociais.

Pizzo, que também é jornalista, professor universitário e mestre em universidade, ressalta a importância de o consumidor desconfiar de promoções milagrosas e muito abaixo do praticado no mercado.

Confira o texto na íntegra

Turismo: O Golpe tá ai ...cai quem quer!
Por: Rodermil Pizzo
Com a crise gerada no Turismo, em especial às agências de viagens que sofreram mega impactos econômicos em suas rotinas, somados à modalidade de redução de custos, muitas agências foram para o modelo home office. E em algum momento desta pandemia extensiva, dezenas de agentes de viagens lamentavelmente foram desligados de suas empresas, porém esta informação nunca chegou ao passageiro.

Diante deste cenário, o cliente seguiu sendo assediado e recebendo uma enxurrada de oportunidades e ofertas supereconômicas e de excelente qualidade (ainda que sabido seja: excelente qualidade não caminha de mãos dadas com baixos preços). Ele vislumbra que a crise mundial derrubou os preços para menos de 50% da normalidade antes covid, e embarca na compra destas mega ofertas por estes agentes.

Na verdadeira essência, estas pessoas não são agentes de viagens e sim freelancers ou microempresas (muitas delas sem registros oficiais e governamentais completos para atuar nesta modalidade) e não possuem nenhuma relação comercial com o antigo empregador.

Além de estarem enganando os clientes com a maquiagem de associação profissional junto a uma empresa de viagens e utilizando indevidamente o cadastro do ex-empregador, obtido no período em que estava home office, duas violações são cometidas: ludibriar o passageiro e apoderar-se dos dados do cliente e utilizado de forma sorrateira e irregular.

Como as abordagens passaram a ser por ferramentas de comunicação coletiva e redes sociais, o cliente não consegue distinguir e confirmar tal veracidade das ofertas. Alguns destes ex-empregados utilizam a marca, cartões virtuais, crachás e até uniformes em imagens que os relacionam ao seu antigo empregador (sejam operadoras, cias aéreas, marítimas, hoteleiras e até seguros viagem). Esta falsa identificação social não permite que o turista entenda que está comprando com alguém desassociado de vínculo empregatício a empresa que este “profissional” se apresenta.

Em conversa com companhias aéreas, as mais afetadas, foram confirmados dezenas de casos diários de clientes que compraram pelo WhatsApp, pelo e-mail ou outra ferramenta virtual e ao chegarem ao embarque descobrem de forma terrível que nada está pago ou emitido, transformando este momento que deveria ser de alegria em um pesadelo.

Importante ressaltar que o fato de sua viagem estar supostamente comprada e emitida pelas cias aéreas ou outras do segmento, não te garante que no check-in estará disponível seu embarque, pois a modalidade de emitir uma viagem com a garantia parcial é possível – diante disso, o cliente confirma a compra, todavia, nada impede que posteriormente seja cancelado pelo emissor. Checar as reservas com os fornecedores, não te dará plenitude de dormir em travesseiro de espumas fofas.

As agências de viagens físicas neste momento garantem uma maior segurança, uma vez que o cliente tem o contato físico/jurídico com a empresa e não somente com uma pessoa física. Sendo a agência um espaço devidamente preparado para esta emissão de viagem in time.

Como dica, já que você ficou tanto tempo dentro de casa, e agora com as devidas medidas de segurança, já pode sair um pouco do ambiente virtual, dê uma volta nos shoppings, galerias ou até mesmo nas ruas e visite fisicamente a sua agência e seu agente, além de ser recebido de forma hiper feliz pelo batalhador diário em tempos de pandemia, você terá a certeza de que está fazendo um negócio seguro e sem surpresas desagradáveis no futuro – as merecidas férias depois de tantos acontecimentos atuais devem ser somente com surpresas felizes e agradáveis. Usando os bordões dos filósofos contemporâneos "O GOLPE TÁ AI, CAI QUEM QUER!".
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