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Conexão aérea com Londres, Pequim e Atlanta é prioridade para Ceará


Marcos Martins
Diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), Flávio Ataliba, faz balanço do mercado global
Diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), Flávio Ataliba, faz balanço do mercado global
FORTALEZA - O Turismo do Ceará passou a abrir cada vez mais as portas para novos negócios e, além das rotas internacionais que chegam em peso, o governo assumiu uma posição de protagonismo não apenas no Nordeste, mas no cenário nacional. O diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), Flávio Ataliba, revelou informações valiosas do Turismo e adiantou os objetivos a longo prazo.

“Nossa economia deprimiu e todos os setores foram afetados, incluindo o Turismo. Após a grande recessão de 2008, voltamos a crescer e o número de viajantes do mundo aumenta mais que a própria dinâmica da atividade econômica. A Europa concentra 50% de toda a atividade turística global e a Ásia teve alta de 24%, recentemente. Até 2030, serão 1,8 bilhão de pessoas viajando internacionalmente”, explica o executivo, durante o seminário Novos Turistas, Novos Desafios, realizado no Centro de Eventos do Ceará.

De acordo com dados do Fórum Econômico Mundial (FEM) do ano passado, o Brasil está em 66ª lugar em abertura internacional na classificação do País nos indicadores de competividade internacional. Além disso, o Brasil é 106º em priorização do setor de Turismo, 106º em segurança, 70º em saúde e 8º em recursos naturais, estando em 27º lugar na classificação geral.

Os principais motivos de viagens de estrangeiros ao Brasil, segundo dados do Ministério do Turismo em 2016, foram lazer, negócios e outras questões de menor impacto, como viagem de estudos, visita a amigos e peregrinação.

METAS LOCAIS
Entre os desafios do Turismo do Ceará nos próximos anos, um deles será a conexão do Estado a outras cidades com hubs de grande importância, como Londres, Pequim e Atlanta para conquistar novos mercados. Em 2016, o Ceará recebeu 3,2 milhões de turistas no Brasil, sendo 2,9 milhões na demanda doméstica e 265 mil no internacional, e esse número crescerá consideravelmente nos próximos anos.

“Precisamos olhar novos mercados e a estratégia do governo em abrir o hub é importante para o País. Sobre esta disputa, não falamos apenas a nível de Nordeste, mas sim nacional e global, pois todos os Estados competem entre si”, pontua.

De acordo com Ataliba, o grande fluxo no Ceará exige cuidado com questões de segurança pública, saúde, infraestrutura econômica e social, incluindo capacitações como cursos de idioma e culinária. Na tecnologia, serão direcionados esforços para aproveitar os meios digitais e ferramentas de análises de dados para conquistar os visitantes e potencializar o planejamento turístico.

O Portal PANROTAS viaja a convite do Governo do Estado do Ceará e da Secretária do Turismo (Setur)
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