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CNC revisa projeção de alta para setor de serviços em 2019

Unsplash/Ibrahim Rifath
Oito das 27 unidades da Federação cresceram nos quatro primeiros meses do ano
Oito das 27 unidades da Federação cresceram nos quatro primeiros meses do ano
Considerando o ritmo de evolução da atividade econômica no País, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) decidiu revisar a projeção para o crescimento no setor de serviços em 2019. Os índices revistos pela associação baixam de 1,6% para 1,4% a previsão de crescimento dos serviços ao final do ano. Se confirmada, essa taxa representará o primeiro avanço anual do setor desde 2014 (+2,5%).

O indicativo foi revisto após o primeiro avanço do ano ter se dado em abril, quando o volume de receitas do setor de serviços cresceu 0,3%, na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. O crescimento foi apontado pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, divulgada hoje (13). Apesar do resultado positivo em abril, o setor de serviços acumulou perdas e retraiu 1,8% nos três primeiros meses de 2019.

Segundo avalia o economista da CNC, Fabio Bentes, do ponto de vista do crescimento econômico, o primeiro quadrimestre foi perdido. "A cautela nos investimentos, juros em alta para os tomadores na ponta, ociosidade da capacidade instalada e mercado de trabalho fraco impediram o avanço da economia e sugerem elevada possibilidade de baixo crescimento e até mesmo de estagnação no segundo trimestre deste ano", afirma. Na comparação com abril de 2018, o volume de receita de serviços recuou 0,7% em média.

SEGMENTOS E REGIÕES

O subsetor de transportes, considerado um termômetro relevante do nível de atividade econômica, voltou a se destacar negativamente (queda de 0,6% ante março), após acumular perda de 2,6% no primeiro trimestre, sempre na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Destaque positivo para os serviços de informação e comunicação, com crescimento de +0,7%, atenuando a perda de 1,8% de março.

Em termos regionais, oito das 27 unidades da Federação cresceram nos quatro primeiros meses do ano, com destaque para os Estados de São Paulo (+4,0%), Amazonas (+2,9%) e Maranhão (+2,5%).
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