Turismo é a indústria mais abalada com o coronavírus na China

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Xangai é um dos principais destinos chineses
Xangai é um dos principais destinos chineses
Já não há mais dúvidas a respeito do impacto do novo coronavírus na indústria global de Turismo. Resta saber como serão as consequências futuras. Estudo da consultoria de dados e insights Kantar mostra que o Turismo, ao lado do entretenimento, são as indústrias mais impactadas na China que, como se sabe é o país epicentro da doença.

Pela impossibilidade de sair de casa, esses dois setores econômicos são os que mais sofrem: 75% dos chineses disseram ter cancelado compras destas categorias e 17% reduziram os valores desde o início da crise.

Em segundo plano, produtos relacionados também têm perdido mercado, como, por exemplo, bebidas alcoólicas (-57%), cosméticos (-56%) e vestuário (-67%). Em contrapartida, os gastos com alimentos e bebidas cresceram em 40% dos lares, produtos de limpeza em 48% e seguro saúde em 38%, especialmente na província de Hubei.

No entanto, quando finalmente puderem deixar suas casas, 82% dos chineses pretendem retomar as refeições na rua, 78% têm planos de viajar e 77% de investir em entretenimento fora de casa (out of home). A retomada não indica índices tão positivos para a indústria de luxo, que deverá ter as maiores perdas a curto e médio prazo, já que 61% afirmaram ter reduzido ou eliminado estes itens do orçamento e 21% pretendem continuar diminuindo a compra com o fim da crise.

Apesar de ainda não haver previsão para que as restrições quanto ao coronavírus terminem, os chineses já sabem o que querem fazer quando este dia chegar. Para 65%, a primeira compra será um jantar fora de casa com outras pessoas, enquanto 58% pretendem visitar lojas e shoppings e 45% viajar.

A Kantar recolheu dados on-line de mais de 1.000 lares entre 6 e 9 de fevereiro, inclusive na região de Hubei, epicentro da crise.
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