Turismo e Aviação são os setores mais impactados por pandemia

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Com a evolução da pandemia do coronavírus, o Brasil teve setores da economia afetados e a vida das pessoas transformadas com as medidas preventivas. Em termos econômicos, o impacto já pode ser percebido. Se há quatro semanas o relatório Focus, do Banco Central, indicava um crescimento para 2020 da ordem de 2,23%, em 13 de março ele foi reduzido para 1,68%. Por enquanto, a previsão para 2021 permanece em 2,5%.

Os principais setores afetados são Turismo, Hospitalidade e Aviação. As ações dos dois primeiros caíram cerca de 70% no último mês e as de aviação em média 78%, ante 33% do índice. Outros setores como commodities, frigoríficos, petróleo, varejo, restaurantes e esportes também serão impactados. Enquanto isso, categorias de higiene e limpeza e de produtos alimentícios cresceram, com destaque para desinfetantes e snacks. Os hábitos em relação aos canais também tendem a mudar, com a diminuição das visitas aos pontos de venda e o aumento do e-commerce.

No Brasil, apesar do abastecimento inicial, o risco para o consumo de bens de consumo massivo é de recessão devido à pandemia. 77% dos consumidores afirmam estar muito preocupados com o Covid-19, principalmente no que se refere à saúde dos filhos (21% deles), sejam crianças ou adultos, à saúde dos idosos da família (17%) e à saúde das pessoas em geral (16%). 74% garantem sair apenas para o necessário, como bancos e supermercados, 67% deixaram de frequentar bares e restaurantes e 66% de ir a shoppings e parques.

Entre as atitudes que estão sendo consideradas, 27% buscam alimentos mais saudáveis e nutritivos, 21% alimentos frescos e os mesmos 21% produtos de limpeza, enquanto 20% pretendem estocar alimentos básicos e comprar remédios para gripe e resfriado.

No que se refere ao acesso à informação, 77% dos brasileiros confiam principalmente na TV para se atualizar sobre o coronavírus, 66% não estão cientes que alguns canais por assinatura estão abertos sem custo e 60% desconhecem o aplicativo com informações sobre a doença.

Além desta análise recente, a Kantar publicará semanalmente em seu site relatórios atualizados sobre a crise no Brasil. Confira aqui.
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