Eventos ajudam, mas visitação cai 81% nos parques SeaWorld no 3T20

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Divulgação
A SeaWorld Entertainment divulgou ontem seu balanço do terceiro trimestre do ano, quando registrou prejuízo de US$ 79 milhões e queda de 81% na visitação (chegando a 1,6 milhão no período), devido às restrições da pandemia (o parque de San Diego, por exemplo, ainda não tem suas atrações reabertas). A receita dos três meses ficou em US$ 106,1 milhões.

Segundo o CEO do grupo, Marc Swanson, há sinais de melhoria no quadro, apesar de lentamente, com alguns dias atingindo o limite da capacidade permitida. Os eventos adaptados, como os de Halloween, têm ajudado a atrair mais público. Na próxima semana os parques do SeaWorld iniciam seus eventos de Natal e Fim de Ano.

HIGHLIGHTS DO TERCEIRO TRIMESTRE
1 – 1,6 milhão de visitantes (queda de 6,6 milhões comparado com o mesmo trimestre de 2019)
2 – Receita de US$ 106,1 milhões (queda de US$ 367,5 milhões)
3 – Prejuízo de US$ 79,2 milhões (queda de US$ 177,3 milhões)
4 – EBITDA ajustado negativo de US$ 11,2 milhões.
5 – Os gastos por capita nos parques cresceram 8,9%, chegando a US$ 27,55, e os ingressos aumentaram 22,4%, com média de US$ 40,39.

HIGHLIGHTS DO ANO (9 meses)
1 – 4,2 milhões de visitantes (queda de 13,8 milhões em relação ao mesmo período em 2019)
2 – Receita de US$ 277,7 milhões (queda de US$ 822,5 milhões)
3 – Prejuízo de US$ 266,8 milhões
4 – EBITDA ajustado negativo de US$ 95,9 milhões (queda de US$ 468,9 milhões)
5 – Preço da entrada por pessoa aumentou 12,9% (chegando a US$ 39,34) e gastos por pessoa subiram 3,8% (chegando a US$ 27,53).
Em setembro, o grupo tinha aproximadamente US$ 488 milhões em caixa e cerca de US$ 311 milhões em crédito disponível, resultando em uma liquidez de quase US$ 800 milhões. A queima de caixa mensal no trimestre foi de US$ 22 milhões.

No terceiro trimestre dez dos 12 parques do grupo estavam abertos com limite de capacidade, incluindo os cinco da Flórida, dois do Texas, um na Pensilvânia, um de dois em Virgínia e um de dois na Califórnia.

O programa de resgate de animais continuou na pandemia e no trimestre foram resgatados com a ajuda do SeaWorld 380 animais (foram 37,6 mil na história do parque).

“As ações que tomamos nos últimos oito meses em relação a custos, fluxo de caixa, balanço e liquidez, além dos protocolos de reabertura e operações, nos colocaram em uma posição forte para navegar com sucesso no atual ambiente operacional e emergir ainda mais fortes quando as condições normalizares”, disse o CEO do grupo, que destacou os resultados melhores desse trimestre em relação ao anterior.
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