Turismo da capital paulista volta a crescer

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PANROTAS / Emerson Souza
Setor aumentou 68,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado
Setor aumentou 68,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado
Em maio, o Turismo de São Paulo (capital) cresceu pela primeira vez em 2021. O setor aumentou 68,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado, embora seja importante contextualizar que o bimestre de abril e maio de 2020 foi o momento mais crítico da pandemia naquele ano, portanto, a base de comparação está fragilizada.

Os dados são do Índice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT-SP), da FecomercioSP e do SPTuris. Eles apontam que o número-índice atingiu 46,9 no quinto mês do ano, após 38,9 em abril.

A FecomercioSP alerta, contudo, que apesar de inspirar otimismo, a atividade atual do Turismo paulistano ainda está 20% abaixo do registrado no fim do ano passado e 53% inferior ao nível pré-pandemia, mostrando um longo percurso para a plena recuperação.

De qualquer maneira, o aumento é bem-vindo, considerando as quedas contínuas no faturamento, nos empregos e no movimento de passageiros.

INDICADORES
Movimentação nos aeroportos: +42,5 em relação a abril
Movimentação nas rodoviárias: +35,7% em relação a abril
Ocupação hoteleira: 32% em maio ante 19% em abril

SETOR DE EVENTOS IMPULSIONOU
Já o faturamento das empresas do Turismo cresceu 11,6% no mês. Segundo os dados, o setor de eventos (montagem, catering, locação de espaços, etc.) é um dos grandes setores captados por este dado, recuperando-se de forma gradativa.

"As empresas de eventos estão se estruturando de forma híbrida, com locação de espaços físicos e limitando o número de convidados, somando-se à possibilidade uma transmissão virtual das programações com acompanhamento remoto", diz o estudo da FecomercioSP.

EMPREGOS PERMANECERAM ESTÁVEIS
O crescimento mais tímido é o de empregos no setor, que permaneceu praticamente estável, registrando variação mensal de 0,2% – ainda 5% abaixo do nível pré-pandemia

RETOMADA DOS PLANEJAMENTOS
Para a presidente do Conselho de Turismo (CT) da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, este é o momento adequado para que os empresários retomem o planejamento dos próximos meses com dados um pouco mais otimistas, mas ainda mantendo a atenção às notícias da saúde. “Com cautela e gestão responsável, teremos resultados mais animadores.”

METODOLOGIA
O IMAT-SP foi criado pela FecomercioSP e pela SPTuris para servir de termômetro do Turismo em São Paulo, levando em consideração tanto as atividades dos empresários do setor quanto dos consumidores. A ideia é que o indicador seja usado, sobretudo, para que as empresas que atuam com atividades turísticas na cidade tenham mais um insumo para elaborar o planejamento.

Pela série histórica, iniciada em janeiro de 2020, o melhor momento do Turismo paulistano, desde o início da pandemia, foi em dezembro, com número-índice 58,9. Dali em diante, não parou mais de cair – 58,6 em janeiro deste ano; 50,7 em fevereiro; 41,5 em março; 39,8 em abril – até o registro de maio.

O indicador é composto por cinco variáveis que têm os mesmos pesos para a criação do índice. São analisadas as movimentações de passageiros dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, assim como dos passageiros das rodoviárias, a taxa média de ocupação hoteleira na cidade, o faturamento do setor do Turismo na capital e o estoque de emprego nas atividades exclusivas do Turismo. O índice tem sua base no número 100, usada como referência de comparação em janeiro de 2020. Ele pode sofrer mudanças mensais em decorrência dos dados que compõem o cálculo, com a saída de projeções e a entrada de números consolidados na série.
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