Live TRVL LAB ELO debate preços, tendências e experiências de viagens

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Carolina Sass de Haro (TRVL LAB), Artur Luiz Andrade (PANROTAS), Ronnie Corrêa (Abreu), Rodrigo Vaz (GJP) e Fillipi Nobre (Elo)
Carolina Sass de Haro (TRVL LAB), Artur Luiz Andrade (PANROTAS), Ronnie Corrêa (Abreu), Rodrigo Vaz (GJP) e Fillipi Nobre (Elo)
Nesta quinta-feira (19), o Portal PANROTAS promoveu uma live para apresentar as principais tendências, estatísticas e análises da segunda edição da pesquisa “As viagens de lazer em um mundo pós-vacina - Insights para o Turismo”, um projeto TRVL LAB e ELO, divulgada no último dia 9 na Revista PANROTAS. Mediado pelo editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, o evento on-line contou com a participação de Carolina Sass de Haro, do TRVL LAB; Fillipi Nobre, da ELO; Rodrigo Vaz, da GJP Hotels & Resorts; e Ronnie Corrêa, da Abreu.

Realizada com 786 viajantes de todo o País, a pesquisa mostra que o brasileiro está pronto para viajar, assim que estiver vacinado, e busca propósito em quase tudo na viagem. Os dados revelam que 61% dos brasileiros estão planejando viagens de lazer nos seis meses posteriores à vacinação completa, principalmente para destinos de Sol e Praia, que continua sendo preferência para 75% dos viajantes. Já os principais motivos para viajar incluem relaxar e descansar (81%), se divertir (63%) e conhecer novos lugares (56%). As experiências nos destinos também estão em alta, já que os viajantes querem se conectar com a natureza, com as comunidades dos destinos e consigo mesmo.

Segundo Carolina Sass de Haro, a retomada está relacionada com o desejo de celebrar a vida, o que contribuirá para que a temporada de verão seja histórica. “Já vemos que há um planejamento, muito associado ainda com os destinos brasileiros, e isso é um bom sinal. Existe sim esse desejo de descansar e relaxar, mas ele é combinado com um desejo de se divertir. Com a pesquisa, vimos que a retomada está muito associada com gratidão e esse desejo de celebrar, e a temporada de verão promete”.

MAIS VÍNCULO COM O CLIENTE
A pesquisa revelou que os canais diretos (57,46%) são os preferidos pelos viajantes para reserva e compra de suas próximas viagens, seguidos das agências de viagens on-line (51,10%) e das agências de viagens (29,39%). Diante desse cenário, esse é o melhor momento para reforçar a comunicação e o relacionamento com os clientes, de acordo com Carolina. “O momento nunca foi tão propício para fortalecer as relações com a sua base de clientes, criando vínculos duradouros”.

A GJP Hotels & Resorts, por exemplo, tem aproveitado esse momento para apresentar aos turistas novas experiências. “Neste período, adotamos a maior flexibilidade em nossas políticas e preços dos pacotes, combinado com novas experiências nos hotéis. Para a próxima temporada, a GJP investiu R$ 10 milhões em infraestrutura e experiências nos resorts Wish. Estamos muito alinhados com o resultado dessa pesquisa, principalmente no que se refere a experiências diferenciadas e à preocupação com a saúde e o bem-estar”, ressaltou Rodrigo Vaz.

Apesar da preferência pelos canais diretos, a insegurança com o estado geral da pandemia ainda é grande para 72,37% dos entrevistados. Em um cenário repleto de protocolos e restrições, o agente de viagens se torna ainda mais importante para sanar as dúvidas do viajante e transmitir mais confiança. “As coisas mudam do dia para a noite e essa é uma das razões pelas quais o agente de viagens se tornou tão importante nesse momento”, pontuou Ronnie Corrêa.

Para estreitar esses laços, o trade deve se atentar às preferências do viajante e colocar o cliente no centro, como destacou Fillipi Nobre, da Elo. “Se alguma coisa boa aconteceu nessa pandemia foi a digitalização, o que também acabou digitalizando o cliente. Uma situação que vejo muito é a adoção de botões de atendimento, mas que nem sempre oferecem um atendimento humanizado. Muitas vezes, você entra e fica em um looping eterno de atendimento. Então, talvez seja melhor não ter o botão e voltar para o básico. Nessa tentativa de se digitalizar, a gente dá um passo maior que a perna e acaba perdendo o cliente”.

A IMPORTÂNCIA DO PREÇO NO PÓS-PANDEMIA
De acordo com a pesquisa, 44,52% dos viajantes se motivam a planejar uma viagem ao encontrar uma ótima promoção de voo ou hotel. Para os participantes da live, o consumidor está muito mais atento aos preços, ao passo que muitos destinos estão aproveitando as oportunidades para sair na frente.

“O preço é importante para todo mundo, independente do ticket. O cliente está observando muito seus fornecedores habituais e seus meios de hospedagem e companhias aéreas de preferência. O viajante consegue filtrar quem está se aproveitando desse momento e ele vai anotar isso. Então, é importante ter cuidado, porque o consumidor está cada vez mais atento e tomando suas decisões com base nisso”, destacou Carolina.

Sobre a alta nos preços, Corrêa acredita que as empresas estão se baseando na lei da oferta e procura. “Essa sensibilidade do preço é super relevante e vemos isso no produto Maldivas, por exemplo, que, por ter feito promoções extremamente agressivas, passamos a vender muito mais esse destino. No entanto, essa percepção do preço depende muito do nível do cliente. Acho que ainda estamos em um momento que não dá para julgar quem está com preços altos. Quando você olha para o Caribe, todos os meses temos uma promoção diferente”, explicou.

NICHOS EM ALTA
Apesar da preferência pelo Sol e Praia, itens como bem-estar, viagens em família e entretenimento estão presentes em todo o Brasil e os nichos estão mais em evidência que nunca, mesmo nas grandes cidades. “Esse segmento de nichos tem crescido muito, mas há uma grande oportunidade que nem todos estão enxergando, que é aprender sobre os nichos. Se falamos de alto luxo, o turista está preocupado com uma experiência diferenciada. Por isso, é importante aproveitarmos esse momento para colocarmos, efetivamente, o cliente no centro”, disse Nobre.

Entre as tendências reveladas pela pesquisa está a retomada mais forte do Turismo nacional no quarto semestre e do internacional no segundo semestre de 2022. No entanto, o mercado regional também continuará em alta no pós-pandemia. “Aprendemos que as viagens regionais não precisam acontecer apenas na alta temporada. É possível fazer essas viagens mais curtas em um fim de semana, mesmo na baixa temporada. Esse movimento regional vai fazer com que as pessoas curtam mais esses períodos intermediários”, destacou Vaz.

Baixe aqui a pesquisa completa gratuitamente e confira abaixo a live na íntegra.


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