Geração de empregos no Turismo é 42% maior que em 2021

|


Divulgação
Neste primeiro semestre, segundo informa o levantamento, 6,1% das vagas formais geradas no Brasil tem relação com Turismo
Neste primeiro semestre, segundo informa o levantamento, 6,1% das vagas formais geradas no Brasil tem relação com Turismo
A sensação de segurança pós-vacinação e o efeito da demanda reprimida na busca por viagens pelo Brasil trouxeram bons resultados na geração de empregos formais nos setores que compõem o Turismo brasileiro. É para este cenário que apontam os dados do painel Monitora Turismo, realizado pela pesquisadora da USP Mariana Aldrigui, a partir de dados do Caged. De acordo com as informações coletadas, as perdas da pandemia já haviam sido recuperadas em outubro de 2021, e neste primeiro semestre já são registradas 42,3% mais contratações que no mesmo período de 2021.

Neste primeiro semestre, segundo informa o levantamento, 6,1% das vagas formais geradas no Brasil tem relação com Turismo, e em sua maioria, os empregados têm ensino médio completo (83%), com remuneração de 1,85 salários-mínimos.

Para Mariana, o desafio agora é resolver a equação da oferta de vagas e dificuldade de encontrar profissionais para ocupá-las. "Empresas buscam por profissionais com experiência, disposição para trabalho presencial com alto índice de interação com clientes, e qualificações como domínio de idiomas e tecnologia; na comparação com outras vagas, as do Turismo ficam menos atraentes especialmente em função de salários e benefícios", diz.

PANROTAS / Emerson Souza
Pesquisadora da USP, Mariana Aldrigui divulgou os números do levantamento com dados do Caged
Pesquisadora da USP, Mariana Aldrigui divulgou os números do levantamento com dados do Caged
A pesquisadora continua: "Há um problema de escassez de mão de obra no Turismo no mundo todo, e as notícias internacionais são muito preocupantes para o setor – o WTTC (maior autoridade empresarial do Turismo mundial) indica que há ainda 1,2 milhão de vagas a serem preenchidas no setor somente na Europa. Lá, as
restrições ao trabalho de imigrantes são um fator preponderante, pois é uma força de trabalho que se sujeita a salários menores e turnos mais extensos. Não é o caso no Brasil. Aqui, é mais uma questão de ajuste nos processos seletivos".

ESTADOS E CAPITAIS
Na análise por Estado, a dinâmica de contratações e demissões já está muito similar ao período pré-pandemia. O destaque é a recuperação dos empregos na região Norte – somente agora em 2022 é que as contratações ganham aceleração, quando especialmente no Nordeste isso se deu no segundo semestre de 2021.

Tal diferença pode estar relacionada ao tipo de Turismo em cada região – o turismo de negócios se recuperou mais consistentemente somente agora em 2022.

Já as capitais brasileiras com melhores resultados são, ao mesmo tempo, as principais emissoras de turistas de lazer e os principais destinos de turismo de negócios e eventos, combinação propícia para os resultados positivos.



 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA