Turismo de bem-estar e esportes deve movimentar US$ 3 trilhões até 2032
No Brasil, viagens motivadas por esportes funcionam como porta de entrada para experiências mais amplas

À medida que os consumidores passam a priorizar experiências de viagem mais significativas e alinhadas a seus interesses pessoais, esportes e bem-estar surgem como vetores estratégicos de engajamento, gastos e fidelização no setor de serviços financeiros. Essa mudança ocorre em um contexto de forte crescimento de ambos os segmentos. O Turismo esportivo deve ultrapassar US$ 2 trilhões até 2032, enquanto o Turismo de bem-estar deve superar US$ 910 bilhões até 2030.
Refletindo esse cenário, o Priority Pass lança o relatório global “From Stadiums to Spas: Unlocking the Explosive Growth of Sports and Wellness Travel". O estudo ouviu mais de 12 mil viajantes em 20 mercados para entender como esportes e bem-estar estão moldando a próxima fase das viagens e redefinindo as expectativas em relação às marcas de serviços financeiros.
A pesquisa destaca um movimento crescente entre viajantes que combinam interesses nos dois setores ao planejar suas jornadas.
- No Brasil, entre Millennials e a Geração Z, as viagens motivadas por esportes frequentemente funcionam como porta de entrada para experiências mais amplas, com 62% motivados pela emoção de eventos ao vivo.
- Já as viagens de bem-estar atraem tanto públicos mais jovens quanto mais maduros, com mais de um terço de cada grupo (37% e 38%, respectivamente) buscando viagens focadas em descanso, recuperação e detox digital.
Benefícios de viagem como vetor de engajamento, consumo e fidelidade
Os resultados mostram que experiências de viagem associadas a cartões de pagamento representam uma oportunidade estratégica para bancos e emissores diferenciarem suas propostas e aprofundarem o relacionamento com os clientes.
- No Brasil, 52% dos viajantes motivados por esportes e bem-estar possuem benefícios de viagem vinculados ao seu cartão principal, e 78% afirmam que esses interesses foram decisivos na escolha do cartão.
Além da aquisição, esses diferenciais também impulsionam o uso e a fidelização. Entre os portadores de cartões com benefícios de viagem, 60% relatam usar o cartão com mais frequência no dia a dia, em comparação a 27% entre aqueles sem esse tipo de benefício. Eles também têm maior probabilidade de se sentirem valorizados (63% versus 28%) e fiéis ao provedor do cartão (35% versus 24%).
Do ponto de vista comercial, o impacto se estende ao crescimento do relacionamento. Mais de um terço (35%) dos portadores de cartões com benefícios de viagem tem maior propensão a considerar produtos adicionais do mesmo banco, frente a 19% entre aqueles sem esses recursos.
Em um período de maior pressão econômica, o estudo reforça que ofertas relevantes e centradas em experiências continuam sendo um diferencial-chave, ampliando a expectativa de que as marcas financeiras atuem como facilitadoras de estilo de vida, e não apenas como provedores transacionais de pagamento.
“Hoje, os portadores de cartões buscam nas marcas acesso a experiências recompensadoras, que enriqueçam suas vidas e reflitam suas verdadeiras paixões. Nosso relatório mostra como as marcas têm uma oportunidade única de apoiar o desejo dos consumidores por experiências significativas – seja em retiros de bem-estar, eventos esportivos exclusivos ou acesso premium a lounges. Muitas vezes, isso abre portas para oportunidades que talvez não estivessem ao alcance de outra forma. Essas experiências memoráveis criam uma conexão emocional mais forte, que gera valor duradouro e maior lealdade. As marcas que capacitam seus clientes a perseguirem suas paixões e interesses de viagem estão mais bem posicionadas para construir relacionamentos genuínos e de longo prazo nesta nova era orientada por experiências", afirma o CEO da Collinson International, Christopher Evans.