Compras de última hora e cartões internacionais elevam risco de fraude no Turismo; entenda
Recurso da Koin consolida dados do setor e oferece visão em tempo real para apoiar estratégias antifraude

O crescimento das compras on-line de passagens aéreas, hospedagens e serviços turísticos trouxe mais conveniência para o consumidor, mas também ampliou a complexidade do cenário de riscos para empresas do setor. Insights gerados a partir de dados levantados pelo Koin Travel Index mostram que, no Brasil e na América Latina, determinados padrões de compra concentram riscos significativamente maiores e exigem decisões mais precisas e estratégicas por parte das empresas do setor.
Segundo o levantamento, no Brasil, voos somente de ida representam o dobro do risco de fraude em comparação a viagens de ida e volta. Compras realizadas com cartões internacionais são até seis vezes mais arriscadas do que aquelas feitas com cartões nacionais, enquanto rotas internacionais apresentam um risco 1,4 vez maior do que viagens domésticas. Outro fator relevante é o momento da compra: transações feitas próximas à data da viagem podem ter um risco até seis vezes maior do que aquelas realizadas com antecedência.
Desenvolvido pela Koin, empresa de tecnologia especializada em soluções de pagamento e antifraude e parte do Grupo Prosus, o novo recurso reúne informações do setor de viagens em tempo real e oferece às empresas uma leitura mais ágil e contextualizada dos riscos, considerando não apenas dados transacionais, mas também o comportamento de compra no Turismo.
A análise dos dados evidencia que o Brasil e os demais países da América Latina compartilham padrões semelhantes de risco no Turismo digital, mas com dinâmicas distintas. A diferença está no que mais pesa para cada mercado.
- No Brasil, o risco se intensifica sobretudo a partir do comportamento do consumidor: compras realizadas próximas à data da viagem podem elevar a exposição à fraude em até seis vezes, indicando um ambiente mais previsível, no qual o timing da decisão é determinante;
- Já na América Latina como um todo, o principal vetor de risco é o método de pagamento: o uso de cartões internacionais pode aumentar o risco em até oito vezes, especialmente em operações entre países, reflexo de diferenças regulatórias, menor disponibilidade de dados locais e maior complexidade na validação de informações. Esse contraste ajuda a explicar por que, mesmo com uma média regional de 2,1% das transações apresentando algum nível de risco, as estratégias antifraude precisam ser calibradas de forma distinta.