Empresas de viagens investem cada vez mais em IA; Embratur amplia promoção nos EUA
Confira destaques em Tecnologia para Turismo desta semana compilados pelo Travel Tech Hub

A Onfly projeta movimentar R$ 760 milhões em hotelaria em 2026, alta de 70% sobre o ano anterior, enquanto amplia o uso de tecnologia própria e o canal direto de vendas. Também no corporativo, a Loupit aposta em tecnologia para atacar um gargalo da gestão de viagens: a comparação de preços entre fornecedores.
Na frente internacional, empresas como Trivago, Faye, Withlocals e Priceline aceleram investimentos em inteligência artificial e reavaliam gastos com ferramentas SaaS. A Meta segue o mesmo movimento ao transformar recursos de IA em serviço por assinatura.
A Embratur vem ampliando sua estratégia para atrair eventos dos Estados Unidos ao Brasil. A campanha busca apresentar o país a profissionais responsáveis pela escolha de destinos para congressos, convenções e encontros internacionais, destacando conectividade, infraestrutura e diversidade de destinos.
Confira abaixo o giro de notícias feito pelo Travel Tech Hub.
Meta amplia assinatura com IA

A Meta lançou o Meta One, serviço de assinatura que reúne recursos adicionais de inteligência artificial, criação de conteúdo e gestão para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI. No Brasil, os planos partem de R$ 7 por mês e chegam a R$ 1.999 para pacotes voltados a criadores e empresas.
Entre os recursos estão geração e edição de imagens e vídeos com IA, ferramentas de personalização de perfis, maior acesso ao Meta Business Agent e funcionalidades do Edits Plus.
A Meta também prevê ampliar o serviço para outros produtos, incluindo óculos com IA, reforçando a estratégia de transformar seus recursos de inteligência artificial em serviços por assinatura.
Empresas de viagens investem cada vez mais em IA

Empresas como Trivago, Faye, Withlocals e Priceline estão aumentando os investimentos em inteligência artificial, enquanto reavaliam gastos com ferramentas SaaS e serviços terceirizados.
No Trivago, os gastos com tokens e ferramentas de IA nos primeiros sete meses de 2026 já superaram em mais de cinco vezes o total investido em 2025.
O movimento também envolve a integração da IA aos fluxos de trabalho. Na Withlocals, por exemplo, o investimento interno na tecnologia cresceu entre duas e três vezes, enquanto algumas ferramentas SaaS passaram a ser substituídas por soluções desenvolvidas internamente. Já empresas como Faye e Priceline relatam ganhos de produtividade e ampliação das aplicações de IA, indicando uma mudança na forma como o setor distribui seus orçamentos de tecnologia.
Onfly mira R$ 760 milhões em hotelaria

A Onfly projeta movimentar R$ 760 milhões em hotelaria em 2026, alta de 70% sobre o ano anterior, com expectativa de alcançar cerca de 2 milhões de diárias transacionadas.
Para sustentar o crescimento, a travel tech vem ampliando o uso de sua plataforma própria e hoje já concentra 60% das vendas de hospedagem no canal direto.
A empresa também reforçou a equipe de sourcing hoteleiro, dedicada à negociação e integração tecnológica com redes e hotéis independentes. Segundo Lucas Botelho, Head de Sourcing de Hotéis da Onfly, a estratégia não elimina os brokers, que continuam relevantes para ampliar o acesso a pequenos hotéis, mas busca oferecer à hotelaria uma rota de distribuição mais direta e rentável.
Embratur aumenta estratégia para captar eventos nos EUA

A Embratur ampliou a promoção do Brasil no mercado norte-americano de turismo de negócios e eventos, em parceria com a PCMA.
A campanha busca apresentar o país a profissionais responsáveis pela escolha de destinos para congressos, convenções e encontros internacionais, destacando conectividade, infraestrutura e diversidade de destinos.
A estratégia também utiliza uma plataforma com informações sobre hotelaria, setores econômicos e estrutura de 13 destinos brasileiros.
A conectividade aérea é outro foco, com voos diretos entre cidades dos EUA e destinos brasileiros, reforçando a aposta do país para ampliar sua presença no mercado internacional de eventos.
Travel tech busca reduzir custos corporativos

Uma pesquisa da Loupit com 164 empresas mostra que 71% já consultam mais de uma fonte antes de comprar viagens corporativas. Apesar disso, a comparação ainda é frequentemente feita por e-mail, telefone e planilhas, sem processos estruturados que permitam rastrear e auditar as cotações.
O levantamento aponta um desafio da gestão de viagens corporativas: comparar fornecedores não significa necessariamente conseguir a melhor condição de compra.
A Loupit vem explorando esse espaço com um modelo de marketplace que reúne diferentes agências em uma mesma solicitação e registra as ofertas para facilitar a comparação de preços.
Segundo Patrick Tytgadt, fundador e CEO da Loupit, o modelo busca ampliar a competição para além da taxa cobrada pela agência.
“O processo de compra tradicional negocia apenas o fee da agência, e o fee é cerca de 1% do que a empresa gasta com viagem. O marketplace coloca em disputa os 100%, a cada pedido. É por isso que o resultado aparece rápido: não é uma economia de negociação, é uma economia de mercado”.
Por Anna Gabriela Costa, do Travel Tech Hub, especial para o Portal PANROTAS