Startup BlaBlaCar recebe aporte de US$ 115 milhões e projeta expansão

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A BlaBlaCar, startup francesa de caronas intermunicipais, comunicou que recebeu um investimento de US$ 115 milhões, do grupo VNM Global. O aporte tem como objetivo principal a aceleração do processo de expansão da empresa, sobretudo fora da Europa.

Divulgação
No Brasil, a startup mantém operação há cinco anos e atingiu 8 milhões de usuários em 2020
No Brasil, a startup mantém operação há cinco anos e atingiu 8 milhões de usuários em 2020
“A crise da covid-19 foi um verdadeiro teste de resiliência para vários modelos no setor de viagens. O modelo de comunidade BlaBlaCar, com custo fixo zero e uma rede flexível, acabou saindo na frente, inevitavelmente. Este investimento adicional fortalece nossa posição e nos dá mais poder para implementar uma estratégia de crescimento competitiva”, comenta o co-fundador e CEO da startup, Nicolas Brusson.

Ainda de acordo com o executivo, a BlaBlaCar deixou de ser a comunidade líder mundial em caronas para se tornar referência para viagens compartilhadas, com mais de 90 milhões de membros em todo o mundo viajando de caronas ou de ônibus em 22 mercados. “Enquanto o setor de transportes ainda sofre o impacto da crise, a BlaBlaCar já se reinventa com um crescimento fora da Europa que hoje representa bem mais da metade de sua operação”, reforça o comunicado enviado pela empresa.

O investimento arrecadado, segundo já antecipam os representantes da companhia, vai servir para turbinar as novas operações. A expectativa da empresa é de que o cenário vá ficando mais positivo à medida que a vacinação contra o coronavírus avance pelo mundo e, por consequência, as restrições de viagens sejam suspensas.

O planejamento tem mais algumas metas estabelecidas. A primeira delas é dobrar o tamanho da rede de ônibus na Europa nos próximos 18 meses. A segunda é uma nova expansão da oferta multimodal, com a inclusão de trens nos serviços.

“A crise mudou as cartas do jogo, pensando no setor de mobilidade, e vemos oportunidades atraentes para acelerar nossos planos de aumentar a oferta multimodal”, diz o CEO. “O aporte, somado a um balanço patrimonial já consolidado, nos ajudará a liderar uma estratégia competitiva à medida que emergimos mais fortes de um ano de crise sem precedentes. Estávamos em uma posição boa e segura antes desse investimento, agora estamos em uma excelente configuração para correr alguns riscos, jogar no ataque e sonhar alto”, finaliza Brusson.

No Brasil, a startup mantém operação há cinco anos e atingiu 8 milhões de usuários em 2020.
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