Com Azul na bolsa, aviação debate capital estrangeiro

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Antônio Américo e Antonoaldo Neves, da Azul, com Eduardo Sanovicz, da Abear, Fernando Pinto, da Tap, e José Mário Caprioli, da Azul
Antônio Américo e Antonoaldo Neves, da Azul, com Eduardo Sanovicz, da Abear, Fernando Pinto, da Tap, e José Mário Caprioli, da Azul

A aviação nacional viu, nesta terça-feira, uma de suas maiores companhias aéreas, a Azul, abrir seu capital na bolsa de valores. O dia também foi marcado pelo anúncio de que o governo irá alterar o Código Brasileiro de Aeronáutica, permitindo investimentos de até 100% provenientes de fundos estrangeiros. Mudanças que tendem a injetar dinheiro e ânimo à indústria e que refletem a manutenção do prestígio que a aviação possui no mercado.

Durante o evento de lançamento das ações da Azul na bolsa, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, celebrou a abertura de capital da companhia, dizendo que a ação “é importante para a empresa, porque muda completamente sua governança”. Mais que isso, o executivo exaltou a importância para a indústria “porque vê uma empresa indo ao mercado, se colocando à disposição da sociedade. É um sinal de que o mercado está crescendo apesar do cenário dramático do País”.
Renato Machado
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear

A realidade econômica do Brasil também foi citada pelo presidente da Azul Linhas Aéreas, Antonoaldo Neves. “Nós conseguimos R$ 2 bilhões em um momento de crise, é um dado importante”, disse. Ainda assim, garantiu que “a captação de recursos foi dentro do esperado, do que constava no prospecto”.

Questionado se este seria o momento certo de captar investimentos no mercado, Neves disse que “o contexto é que a gente está em um ano de demanda difícil no Brasil, vocês têm visto dos números da Abear e a gente tem inovado para conseguir fazer coisas diferentes. A gente está bastante seguro de que nas condições atuais a equação demanda/oferta está equilibrada”.

INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS
Sobre o fim das restrições para investimentos de empresas estrangeiras em companhias aéreas nacionais, hoje limitados em 20%, Sanovicz comunicou que “a Abear não se pronuncia sobre os limites de investimento do capital estrangeiro porque isso está ligado ao plano de desenvolvimento de negócios de cada empresa”. Apesar disso, pontuou que, “conceitualmente, ampliar o acesso a investimentos é positivo para a indústria. É dinheiro de investimento, não dinheiro que se deve pagar juros em bancos. É uma maneira de tornar a indústria mais competitiva e isso é positivo para a cadeia produtiva - e aqui coloco todos: agentes, operadores, catering - e, no fim, positivo para o consumidor”.

Anotonaldo Neves preferiu ponderar sobre os detalhes da proposta. “A gente tem discutido isso muito com o governo. Depende de como são as novas regulamentações, é importante que isso seja feito de uma forma abrangente, olhando todas as variáveis que impactam o setor, não somente capital”.

Confira mais fotos do lançamento da Azul na Bolsa de Valores de São Paulo.
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