Obras na ciclovia do Rio podem não garantir segurança

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Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Mesmo após reparos, ciclovia pode não reabrir
Mesmo após reparos, ciclovia pode não reabrir

O Ministério Público do Rio de Janeiro divulgou um relatório que afirma que as obras de reparo realizadas na Ciclovia Tim Maia são insuficientes para a reabertura do trecho. A passagem foi fechada em abril de 2016, após duas pessoas morrerem com o desabamento, e permanece interditada até hoje. Segundo o estudo do Ministério, ainda há pontos com risco, mesmo após os reparos feitos pelo consórcio Concrejato, concluídos em 25 de agosto.


A reforma foi feita para recuperar a ciclovia na trecho que acompanha a Avenida Niemeyer, responsável por ligar os bairros de São Conrado e Leblon. A liberação será decidida pelo Juiz Marcello Alvarenga Leite, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.


O relatório tem imagens que mostram problemas encontrados durante uma visita técnica do MP. Dentre eles estão trincas e fissuras no concreto; falha no acabamento, permitindo infiltrações na estrutura; pontos oxidados, apresentando risco para avenida e a ciclovia; partes da viga corroídas; verticalização da topografia atrás dos pilares da ciclovia, processo de erosão na encosta; problemas no nivelamento das vigas; grade danificada; piso com trincas de retração; juntas de dilatação não niveladas com o piso; necessidade de manutenção e a troca dos aparelhos de apoio, tipo neoprene; suportes da rede de esgoto danificados pela de corrosão; e tubulação metálica com elevado estado de corrosão.


RISCO DE DESABAMENTO

O laudo aponta para o risco de novos desabamentos na área das estruturas elevadas entre a Praia do Pepino e a área onde aconteceu o acidente. Não há risco, porém, na estrutura construída em frente ao viaduto Rei Alberto. Segundo o MP, é necessário que sejam feitos novos estudos de impacto das ondas na região do acidente e em toda a costa deste trecho.


Em março, o Crea fez uma vistoria no local com todos os pontos que precisavam de reparos. Na época, o relatório afirmava que a estrutura não apresentava condições adequadas de segurança para os usuários e sugeria que ela ficasse interditada nos meses em que são recorrentes as ressacas no mar.


Em nota, a Procuradoria-Geral do Município diz que caberá à Justiça decidir e que o juízo "incumbiu o Crea-RJ, como órgão técnico, para apontar as intervenções necessárias na obra". "Assim como o Município apresentou o relatório e a vistoria de conclusão das obras, o MPRJ, como parte, também pôde fazê-lo", diz o texto.


*Fonte: G1

conteúdo original: https://glo.bo/2xQZIjP
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