ECONOMIA E POLÍTICA

Viagens internacionais movimentam 348 mi de turistas



Atentados, crises mundiais e refugiados não interrompem o crescimento do Turismo internacional em 2016. As chegadas cresceram 5% entre janeiro e abril, segundo dados do relatório World Tourism Barometer, realizado pela Organização Mundial de Turismo (OMT).

Os resultados foram expressivos em quase todas as sub-regiões e diversos destinos reportaram alta de dois dígitos. Mesmo com o "fator humano" adverso ao redor do mundo, as prospecções para o quadrimestre de maio e agosto permanecem positivas. São esperados 500 milhões de turistas em viagens ao Hemisfério Norte no pico das férias de verão.

Destinos ao redor do mundo receberam 348 milhões de turistas estrangeiros (pernoite) entre janeiro e abril, ou seja, 18 milhões de turistas a mais em relação ao mesmo período de 2015 (+5,3%). A entidade estima o sétimo ano consecutivo de crescimento acima de 4%.

“Apesar dos bons resultados, os trágicos eventos dos últimos meses nos lembram que segurança e proteção ainda são um grande desafio para nós. Nós devemos continuar a trabalhar em conjunto para combater essa ameaça global e garantir que o Turismo seja uma parte integrante do planejamento e resposta a emergências a nível global, regional e nacional”, recomendou o secretário geral da OTM, Taleb Rifai.

REGIÃO POR REGIÃO
A Ásia e o Pacífico tiveram o maior crescimento entre todas as regiões, com alta de 9%. As sub-regiões asiáticas cresceram 7% ou mais. A África Subsaariana liderou o impulsionamento (+13%), destacando-se após anos de incrementos modestos.

Nas Américas (+6%), todas as quatro sub-regiões tiveram um aumento significativo no período. Nem mesmo o surto do zika vírus afetou essa alta, uma vez que a América do Sul e a Central estiveram à frente das demais, com 7% de alta cada. As chegadas no Caribe (+6%) e América do Norte (+5%) foram impulsionadas pela forte demanda dos Estados Unidos, onde os gastos subiram 9% até maio.

Pelo lado positivo, o Brasil está prestes a sediar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto. O outro lado, aponta a organização, é que a segurança ainda é um ponto de grande impacto na agenda. Além disso, a saída do Reino Unido da União Europeia aumentou a incerteza do mercado e levou a uma depreciação substancial da moeda local.

A Europa ainda é a região mais visitada do mundo, mas seu incremento foi menos significativo do que os outros, com 4%. As partes Norte e Central protagonizaram as chegadas, com 6% a mais para cada, seguida pelo Sul, Mediterrâneo (+4%) e Ocidental (+3%).

É estimado que o Oriente Médio tenha uma queda de 7% até abril, segundo as informações do relatório. A atenção também vale para a África.
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