Trump vai endurecer relação com Cuba e afetará Turismo

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Gage Skidmore/Flickr
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja anunciar em breve uma série de mudanças na política para Cuba que pode endurecer as condições para o comércio e viagens de americanos à ilha. A informação é da Agência EFE.

Ao chegar ao poder em janeiro, Trump ordenou que sua equipe fizesse uma revisão da política de abertura a Cuba, estabelecida a partir de dezembro de 2014 por Barack Obama.

Mais de quatro milhões de pessoas visitaram Cuba em 2016, crescimento de 6% sobre o ano anterior. Desse total, 614 mil eram americanos. Ainda que o turismo de americanos em Cuba não seja permitido, Obama relaxou as restrições de viagem e autorizou que cidadãos dos EUA se autodeclarassem participantes de uma visita educativa, cultural ou de outro tipo à ilha.

A intenção da equipe de Trump é, pelo menos, reforçar os controles de imigração para que os americanos que retornem de Cuba provem que viajaram à ilha pelos motivos alegados. Outra opção é eliminar a autocertificação de Obama e obrigar que todos obtenham licenças específicas para viajar a Cuba, algo que pode desestimular os turistas e dificultar as operações das companhias aéreas que estabeleceram rotas para a ilha.

O trade norte-americano, em defesa de seus direitos, enviou carta ao mandatário para que ele não voltasse atrás no processo de normalização das relações bilaterais.

OUTRAS MEDIDAS
Segundo fontes próximas ao processo de revisão, a Casa Branca já decidiu que Trump fará nas próximas semanas um discurso para detalhar as mudanças. O evento estaria programado para ocorrer em meados de junho. Entre as possíveis mudanças está a proibição de empresas dos EUA de negociar com companhias ou órgãos que estejam ligados às Forças Armadas Revolucionárias (FAR) de Cuba.

Ainda que Trump não esteja cogitando romper as relações ou fechar a embaixada dos EUA em Havana, as mudanças estão longe de ser meramente simbólicas, afirmaram as fontes consultadas pela Agência EFE.

Fontes consultadas pela agência afirmaram que a medida “é uma marcha ré significativa em relação à política de aproximação de Obama" e que "proibir todas as transações relacionadas com o exército cubano pode parecer inócuo, mas, na prática, sufocará todo o comércio com Cuba".
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