Filip Calixto   |   05/10/2026 14:47

MOVE 2026: Civitatis quer transformar bleisure em benefício nas viagens corporativas

Empresa busca aproximar experiências da política de viagens e negocia estratégia com travel managers

PANROTAS / Filip Calixto
Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis Brasil
Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis Brasil

A Civitatis quer ampliar sua presença no mercado corporativo transformando o chamado bleisure - a combinação de viagem a trabalho com momentos de lazer - em um benefício oferecido pelas empresas aos funcionários.

A estratégia passa por levar passeios, experiências e outros serviços turísticos para dentro das ferramentas já utilizadas na gestão das viagens corporativas.

Para Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis no Brasil, o bleisure ainda é mais discutido do que efetivamente incorporado pelas empresas e pelo trade. Na avaliação do executivo, que participa do MOVE 2026, existe uma oportunidade de negócio justamente porque o lazer durante uma viagem corporativa ainda costuma ser uma iniciativa individual do funcionário.

"O bleisure é algo que ainda tem sido mais falado do que efetivamente operado pelos players de viagens. Isso representa uma oportunidade que não está sendo aproveitada a pleno pelo trade"

Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis no Brasil

Viagem como benefício

A proposta da Civitatis é mudar a maneira como as empresas enxergam o tempo livre dos funcionários durante viagens a trabalho. Em vez de deixar o lazer completamente por conta do viajante, a companhia defende que experiências possam fazer parte da estratégia de benefícios e rewards das empresas.

Oliveira cita como exemplo programas nos quais funcionários recebem viagens ou experiências como recompensa pelo cumprimento de metas. Outra possibilidade seria oferecer condições diferenciadas para que os colaboradores escolham e reservem atividades durante suas viagens.

Para o executivo, o conceito de "travel as a benefit" aproxima a viagem de outros benefícios corporativos, como clubes de vantagens e programas de descontos. "A melhor maneira de oferecer isso é você encarar a estratégia da viagem como um benefício oferecido pela empresa”, explica.

A ideia, segundo ele, também atende a uma demanda dos próprios funcionários. O desafio para as empresas está em incorporar essa oferta à política de viagens sem aumentar a complexidade da gestão.

Civitatis busca espaço nas ferramentas corporativas

Um dos caminhos adotados pela Civitatis para avançar nessa estratégia é a integração com plataformas já utilizadas pelo mercado. Recentemente, a empresa anunciou uma parceria com o Pass, plataforma que integra e distribui produtos turísticos para agências e operadoras.

A integração permite disponibilizar o catálogo da Civitatis dentro de ambientes utilizados por agências corporativas, colocando passeios, excursões, ingressos e traslados no mesmo ecossistema em que o viajante já encontra serviços como aéreo e hospedagem.

“Temos já uma integração com o Pass”, afirma Oliveira. Segundo ele, a empresa também aproveita a participação no MOVE PANROTAS para conversar com travel managers e buscar novas formas de levar essa proposta ao mercado.

A Civitatis aposta, assim, em dois movimentos complementares: facilitar o acesso às experiências por meio da tecnologia e convencer empresas e gestores de viagens de que o lazer pode ser incorporado à estratégia de benefícios e experiência do funcionário.

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Sobre o autor

Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes