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Viajar frequentemente a trabalho pode ser prejudicial à saúde?

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Levar uma vida corporativa agitada demanda escolhas mais cuidadosas, desde a alimentação aos cuidados com o sono
Levar uma vida corporativa agitada demanda escolhas mais cuidadosas, desde a alimentação aos cuidados com o sono
A relação entre uma vida saudável e um cronograma corporativo apertado é complicada. Um exemplo disso é o recente estudo publicado pelo professor de epidemiologia da Mailman School of Public Heath, Andrew Rundle.

Números mostram que colaboradores que viajam de 14 a 21 dias por mês a trabalho têm 92% a mais de riscos de obesidade do que aqueles que viajam entre um e seis dias mensalmente, e os problemas não param por aí.

Viajantes corporativos frequentes têm, em média, uma pressão mais alta e possuem níveis menores de 'bom' colesterol no sangue. Na comparação, o estudo de Rundle relata índices de massa corpórea significativamente mais altos aos que viajam mais, assim como uma propensão maior a doenças como ansiedade, depressão e dependência de álcool.

"Enquanto muitos programas de saúde no local de trabalho para viagens de negócios fornecem imunizações e informações sobre como evitar doenças transmitidas por alimentos, poucos se concentram em uma ameaça mais comum à saúde. Estresse, insônia e falta de exercícios são um efeito colateral insalubre de quem costuma estar sempre viajando", destacou o professor Rundle.

"Um filé com batatas fritas e um coquetel no bar do hotel já durante a noite podem parecer facilmente justificáveis como recompensa por um longo dia de reuniões com clientes", observa o professor. Isso, no entanto, não pode ser uma regra. É preciso que os viajantes corporativos frequentes busquem o equilíbrioideal, optando por opções saudáveis e encontrando tempo para exercícios.

Por fim, Rundle coloca na conta dos empregadores a responsabilidade de auxiliar os viajantes na identificação e seleção de alternativas mais saudáveis.


*Fonte: Business Traveller

conteúdo original: https://bit.ly/2JMmDqD
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