Alagev lançará paper com hipóteses para o setor de eventos

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Falar de eventos corporativos em um momento que continua delicado da pandemia de covid-19 é falar de futurologia. Ainda é difícil fazer grandes previsões, estimar quando será a verdadeira retomada ou como os encontros serão, de fato, daqui para frente. Mas é possível discutir entre os players do mercado os principais aprendizados, fornecer caminhos e possibilidades e tentar trazer um mínimo de clareza para o setor.

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Gustavo Elbaum, da Alagev, e Rodrigo Cezar, da Roche, durante painel no segundo dia de Lacte 16
Gustavo Elbaum, da Alagev, e Rodrigo Cezar, da Roche, durante painel no segundo dia de Lacte 16
Este é o objetivo do paper que a Alagev está produzindo e lançará no final deste mês. A novidade foi anunciada durante o segundo dia de Lacte 16, que está sendo realizado simultaneamente nesta quarta-feira (3) no Club Med Lake Paradise (em Mogi das Cruzes, São Paulo) e no Club Med Rio das Pedras (em Mangaratiba, no Rio de Janeiro).

“Formamos um grupo de profissionais do segmento para trazer essa referência, criando um material de forma colaborativa não com uma resposta final, mas, sim, com uma fotografia do que poderá acontecer com os eventos. Saber onde estão as prioridades dentro das empresas, o foco, o que os gestores aprenderam... É tempo dos profissionais se reposicionarem, de fazerem a virada, de romper muita coisa e estamos dispostos a isso”, afirma o gestor de Eventos e Viagens para Brasil e América Latina da Roche, Rodrigo Cezar.

A dinâmica inicial foi criar um conteúdo para divulgar hipóteses, que estão sendo discutidas com esse primeiro grupo e que serão debatidas com outros especialistas. Os meeting planners que quiserem contribuir com a elaboração, podem entrar em contato com a Alagev.

“Nossa finalidade como entidade em liderar isso junto com as pessoas é de ter uma comunicação e contribuir com o mercado. Queremos que este seja um material elaborado e pautado para que as empresas possam utilizar para debates internos e tomada de decisão, dando subsídios para outros stakeholders das corporações”, conta o diretor financeiro da associação, Gustavo Elbaum.

DADOS A PARTIR DE EVENTOS
No começo da pandemia, ao realizar eventos digitais, o início foi conhecer novos caminhos, novas plataformas, buscar estética, aprender a tornar aquilo televisivo. Agora, olha-se para os dados, para o que está sendo gerado e o que está sendo feito com eles. A atenção está muito mais crítica e de análise, pois cabe a cada gestor entender como vai trabalhar com o dado dentro da empresa, gerando valor.

“É preciso compreender o que é ser estratégico no dado, saber como as informações extraídas do evento se integrarão ao negócio como um todo, com vendas e marketing, por exemplo. Não há certo e errado, mas é uma reflexão importante, do que é realmente estratégico para a companhia e não somente para aquele evento em si”, pontua Cezar.
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