Eventos corporativos: o que os clientes irão exigir nos próximos cinco anos? Confira
Painel com fornecedores trouxe o tema à tona durante o Fórum Mice Abracorp, realizado hoje em São Paulo

O que os clientes irão exigir nos próximos cinco anos em eventos corporativos e viagens de incentivo? A pergunta foi feita por Douglas Camargo, diretor executivo da Abracorp, durante o primeiro Fórum Mice da associação, realizado hoje (28) em São Paulo.
Rogério Miranda, CEO e sócio-proprietário da Inteegra Tec, falou sobre o papel fundamental que a IA desempenhará nas tomadas de decisão.
“Quando falamos de IA, principalmente no setor de eventos, os agentes de inteligência artificial nas agências devem assumir um papel fundamental nas decisões dos clientes. Em meio à complexidade da logística e da produção de eventos, essa tecnologia tende a aumentar a produtividade", comenta Miranda.
“Há um movimento nas viagens corporativas que vem acontecendo há muitos anos que é cada vez mais ter produtos automatizando meios de pagamento. Consequentemente, os gestores de eventos poderão gerenciar não só a conciliação das suas faturas de cartão, como também todos os créditos tributários que começam a surgir a partir do ano que vem”
Rogério Miranda, CEO e sócio-proprietário da Inteegra Tec
Camila Belinelli, da Latam, por sua vez, relatou como a companhia aérea está estruturando sua oferta para atender à alta exigência em voos dedicados, grupos e experiências de incentivo.
“A premissa básica é ter uma malha que atenda muito bem o evento. Continuaremos investindo em margem e conectividade, associando isso à tecnologia e aos dados para antecipar qual é a necessidade do passageiro. Também continuamos investindo muito na experiência do cliente, seja com salas vip, seja com experiências diferentes dentro do avião”, afirma Camila.
Já Ralph Neri, do Grupo Rcom, falou sobre a importância da empatia com os clientes. “O câncer no setor de atendimento e hospitalidade é a indiferença. O cliente espera de nós a empatia de nos colocarmos no lugar dele e temos que pensar no que fazer para se antecipar às suas necessidades", comenta.
Luciana Garcez, da Inovents, destacou que não dá mais para fazer eventos sem saber o que o cliente quer e sem personalizar suas experiências. "Eventos são sobre experiências, que são sobre pessoas. Muitas vezes falamos de budget, e isso não envolve só orçamento, mas também o que as pessoas estão buscando por meio de um evento. Não tem mais como a gente só trabalhar para tirar aquele pedido e, sim, fazer parte da construção de algo maior, apoiando os nossos clientes desde a estratégia da construção daquele evento", diz.
Natalia Martim, da Accor, por fim, lembrou da importância da conexão humana nos eventos. “Para nós, a IA continuará sendo importante para as tarefas do dia a dia, que podem ser automatizadas, mas tem uma coisa que não podemos deixar de lado, que é tornar a conexão humana cada vez mais forte, e começaremos a olhar ainda mais para isso. Nessa jornada, precisamos construir o básico bem feito, desde o momento da cotação até o pós-venda, e tudo isso só é possível com conexão humana", afirma Natália.