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GESTÃO DE VIAGENS

Serviços auxiliares precisam ser incluídos em ferramentas de reserva

Há algum tempo se discute sobre as temidas ancillary fees das companhias aéreas. A venda de serviços adicionais veio para ficar e isso impacta a forma de análise do programa das aéreas e dos hotéis. Se antes a pergunta era qual a melhor tarifa, hoje se questiona o que esse preço inclui. Até então, o Brasil e a Venezuela eram os únicos países no mundo não regulamentados.

Jhonatan Soares
Edmar Bull, da Copastur, Jessica Fabbrini, do Hyatt, Luiz Teixeira, da Delta, e Rafael Arantes, da Lemontech
Edmar Bull, da Copastur, Jessica Fabbrini, do Hyatt, Luiz Teixeira, da Delta, e Rafael Arantes, da Lemontech
“Precisamos tentar desmistificar o que é o ancillary. Na nossa rotina ele já está embutido em diferentes setores, seja no cabeleireiro, hotelaria ou ingresso do cinema, por exemplo. O ponto agora está em como os gestores de viagens e as TMCs farão a gestão deste custo, de acordo com o cliente”, opina o head de Commercial Institutional Affairs da Delta, Luiz Teixeira.

Para que esses serviços auxiliares possam ser medidos, é necessário que eles entrem na política de viagens. “Precisamos criar recursos e algoritmos que consolidem esses custos. É necessário permitir que dentro de uma política seja possível separar uma despesa aérea de uma pessoal, por exemplo”, conta o vice-presidente da Lemontech, Rafael Arantes.

Há uma série de fatores e desafios a serem implementados nas ferramentas do mercado. Segundo Arantes, ainda existem dúvidas sobre como e qual a melhor política para tratar os ancillaries. Se a quantidade de políticas possíveis para os auxiliares for analisada pontualmente, uma enorme cadeia de possibilidades será criada. O viajante pode ter feito a compra adicional pelo seu cartão pessoal e como será medido isso? Muitos pontos ainda precisam ser levados em conta e cada empresa trabalhará de uma forma.

Na hotelaria também há diversas possibilidades. Taxas relacionadas a upgrade, resort fee, uso de open bar. “O ancillary tem impacto de até 30% na gestão do viajante corporativo e a questão da liberdade de quem viaja precisa ser levada em conta, é importante ouvir quem está viajando”, diz a diretora de Contas Estratégicas do Hyatt, Jessica Fabbrini.

“Temos comitês dentro da Abracorp e da Abav e, cada vez que tem uma novidade, a gente vê como vamos prepará-la para os gestores, companhias aéreas e hotéis. Hoje acho que os travel managers precisam estar ligados às agências e aos fornecedores para desenvolver a quatro mãos, fazer essas conciliações e entregar o que precisa”, finalizou o sócio proprietário da Copastur, Edmar Bull.
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