HOTELARIA

Otimização do sistema de pagamento hoteleiro é “promessa ainda não realizada”


Emerson Souza
Eduardo Bernardes (Gol), Walter Teixeira (Alagev e Grupo TX), Raffaele Cecere (R1), Luiz Ferrinho (Omnibees), Matt Teixeira (Best Western) e Alexandre Oliveira (HRS)
Eduardo Bernardes (Gol), Walter Teixeira (Alagev e Grupo TX), Raffaele Cecere (R1), Luiz Ferrinho (Omnibees), Matt Teixeira (Best Western) e Alexandre Oliveira (HRS)

Durante o segundo dia do Lacte foram debatidos os porquês de o sistema de pagamento dos hotéis ser ainda tão fragmentado na gestão de viagens, levantando comentários de que sua otimização é uma "promessa ainda não realizada".

Para o VP da Alagev e presidente do Grupo TX, Walter Teixeira (foto), essa questão só começou a ser tratada com mais seriedade na hotelaria nos últimos três anos. “Enquanto na aviação 80% dos pagamentos do mercado corporativo são feitos com cartão, seja ele de plástico ou virtual, na hotelaria ainda há a necessidade de nota fiscal e as reservas incluem tarifas, impostos, gasto com o frigobar, informações mais complexas de serem geradas para o consumidor final”, afirma Teixeira.

Também foi debatida a questão da resistência do uso de cartões por parte dos gestores de viagens, já que muitos ainda não confiam nos viajantes, com receio de que façam mau uso deste meio de pagamento.

“Antes de tudo, é necessário que os canais hoteleiros parem de discutir seus interesses e foquem nos clientes, perguntando o que eles querem e qual forma de pagamento consideram melhor. Não há um caminho único, acredito que o misto de opções seja a solução”, destacou o presidente da Omnibees, Luiz Ferrinho, que também participou do debate.

O diretor de Vendas para América Latina da Best Western, Matt Teixeira, também destacou sua opinião, contando que os hotéis da BW já trabalham com cartão virtual, que é o meio de pagamento favorito do cliente no Exterior.

"A tecnologia está avançando e a hotelaria brasileira precisa correr atrás. As empresas ainda não se engajaram nisso no País porque têm medo do que possa acontecer ao usarem cartões virtuais, mas acredito que este também seja um problema cultural do Brasil. Está na hora de a indústria tomar posições e quebrar essas barreiras", afirmou ele.
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