Viagens corporativas mantêm crescimento e movimentam R$ 17,9 bilhões em maio
Levantamento da FecomercioSP e da Alagev aponta novo recorde para o mês, alta de 6,4% sobre 2025

As viagens corporativas atingiram um novo recorde em maio. De acordo com o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), desenvolvido pela FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), o setor movimentou R$ 17,9 bilhões, crescimento de 6,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
No acumulado entre janeiro e maio, o faturamento do segmento se aproximou de R$ 85 bilhões, resultado 6,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho reforça a continuidade da demanda por deslocamentos a negócios, mesmo em um cenário de custos mais elevados.
"Os resultados demonstram que a mobilidade corporativa continua sendo um investimento diretamente ligado ao desenvolvimento dos negócios. Mesmo diante de custos mais elevados, as empresas seguem priorizando encontros presenciais, eventos, visitas a clientes e ações comerciais, reforçando o papel estratégico das viagens corporativas para a geração de oportunidades e o fortalecimento das relações de mercado"
Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev
E embora o número de passageiros tenha aumentado em ritmo mais moderado, o custo das viagens continuou em elevação. A tarifa média passou de R$ 568,90 para R$ 632,50, avanço de 11,2%, indicando que parte do crescimento do faturamento do setor está associada ao aumento dos preços das passagens.
Na hotelaria, o cenário também permaneceu positivo. Dados do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) destacam estabilidade na ocupação, que passou de 62,4% para 63,4% entre maio de 2025 e maio de 2026. A diária média evoluiu de R$ 428,40 para R$ 451,71 no período, alta de 5,4%.

Segundo a Alagev, ao mesmo tempo, fatores externos passaram a influenciar a dinâmica do mercado. A retomada das tensões no Oriente Médio elevou o preço internacional do petróleo, aumentando a pressão sobre o querosene de aviação e, consequentemente, sobre as tarifas aéreas.
Nesse contexto, parte das empresas tem buscado alternativas para trajetos de menor distância, como transporte rodoviário e locação de veículos, sem que isso altere a necessidade de deslocamentos relacionados às atividades econômicas.
"Mesmo diante de juros elevados e do ambiente inflacionário, a economia brasileira continua sustentando a realização de viagens de negócios. A tendência observada ao longo de 2026 indica que o crescimento do setor passa a ser impulsionado principalmente pelo reajuste dos preços dos serviços, mais do que pela expansão do volume de deslocamentos", informou a Alagev.