MOVE 2026: escuta e confiança ajudam gestores de viagens a implementar mudanças
Durante painel, especialistas apontaram caminhos para superar resistência e implementar mudanças

A implementação de mudanças dentro das organizações exige mais do que boas ideias ou novas ferramentas. O assunto foi tema do painel "MOVE Forward – Da resistência à decisão: como fazer a organização se mover", realizado no MOVE 2026, nesta segunda-feira (5).
Especialistas como Camila Couto, do Banco ABC Brasil, Greice Afonso, da Merck Group, Jefferson Moreira, da EY, Luana Nogueira, da Alagev, e Marcelo Arantes, conselheiro e consultor, compartilharam que a mudança passa por comunicação, escuta, confiança e capacidade de adaptar projetos às diferentes realidades da empresa.
Ao discutir os motivos que levam uma organização a resistir a uma mudança, os participantes destacaram a importância da comunicação e da confiança entre as equipes.
"Lidar com mudança não é algo simples. Um erro muito comum entre os líderes é não saber engajar a equipe corretamente. A pior decisão é não tomar uma decisão. É melhor tomar uma decisão e errar. Eu acredito nas pessoas que trabalham comigo, sei que elas são mais competentes do que eu. E é o meu papel fazer as perguntas certas, ter uma relação de confiança com a minha equipe",
Marcelo Arantes, conselheiro e consultor.
Jefferson Moreira, líder de Supply Chain da EY, complementou os insights de Arantes, ao defender que é necessário compreender a cultura da organização e não se restringir às próprias áreas.
"Tenha pessoas que confiem em você e reconheçam sua expertise. Vejo que há muitos líderes e gestores com visões limitadas. Não adianta ter uma ótima ferramenta se o seu usuário não está engajado. Entenda como funciona a cultura da empresa. Saia do técnico e olhe mais longe, tenha conexões, tenha contato com líderes. Não fique focado só no seu 'quadradinho'. Traga as pessoas para junto das iniciativas", destacou.
Adaptação às diferentes realidades
Greice Afonso, da Merck Group, abordou o desafio de implementar projetos globais considerando as particularidades de cada mercado. Atuando com países das Américas do Norte e do Sul, a executiva ressaltou que diferenças culturais e de linguagem exigem adaptações.

"A cultura dos Estados Unidos é muito diferente da cultura do Brasil ou da Colômbia. Como podemos implementar um projeto global levando em consideração as especificidades de cada país? É necessário se conectar com o público para entender sua real necessidade sem abrir mão da regionalização. A adaptação e a escuta são inerentes ao processo", afirmou Greice.
MOVE Paper: Guia prático para o gestor de viagens corporativas
Para aprimorar o debate, o evento preparou um guia prático para o gestor de viagens corporativas destravar decisões e engajar pessoas na mudança. O material traz sete princípios para colocar a organização em movimento, que incluem sugestões como:
- Trate a resistência como dado;
- Adapte a linguagem ao público;
- Comece em escala compatível com o risco;
- Use o aprendizado para ajustar.