Felippe Constancio   |   11/11/2016 13:38

Especialista alerta sobre riscos da transmissão de eventos pela web

Uma das principais tendências nos eventos, a transmissão de palestras, seminários e mesas de debate via internet é a chance de expandir o nome da marca pelo ciberespaço

Emerson Souza
A apresentação do professor da Academia de Viagens Corporativas, José Marques
A apresentação do professor da Academia de Viagens Corporativas, José Marques

Uma das principais tendências nos eventos, a transmissão ao vivo de palestras, seminários e mesas de debate via internet é a chance de expandir o nome da marca pelo ciberespaço. Através do streaming, o evento pode ter mais audiência e ainda reforçar o engajamento do consumidor que eventualmente ficaria de fora por questões de agenda ou mobilidade.

Há alguns riscos envolvidos nessa operação, entretanto. E foi sobre eles que gestores de eventos foram alertados pelo professor da Academia de Viagens Corporativas, José Marques, durante o Abroad Mice, nesta manhã. "É preciso convencer os envolvidos na promoção do evento. O patrocinador vai gostar se todo mundo deixar de ir para acompanhar via internet? É preciso considerar os riscos", lembrou. "Um palestrante vai gostar de ver suas explicações em seminário livre na internet? Depende. Mas lembrar quem é o dono do conteúdo é fundamental na hora decidir se vamos para o live streaming ou não. A propriedade autoral do evento é do palestrante. Sem o consentimento legal dele, há grandes chances de problemas."

O especialista enfatiza ainda que o palestrante insatisfeito poderia acionar judicialmente tanto a empresa que gerencia o evento quanto a marca que o promove. "É uma questão de corresponsabilidade, e, por isso, a agência também responde."

Além do conteúdo, a transmissão de eventos via internet deve considerar o uso da imagem. "É preciso deixar claro qual sua política. Eventos abertos, por exemplo, trazem um aviso logo na entrada, esclarecendo aos participantes que ao entrarem estarão permitindo o uso de sua imagem em materiais de divulgação."

Segundo Marques, há um roteiro de atividades que permite minar os riscos e aproveitar o melhor desse recurso. "Eliminar riscos é impossível, mas é preciso fazer a gestão deles a partir de quatro pontos básicos: identificação dos riscos, avaliação desses riscos, tomada de decisões a eles e trabalhos de minimização das chances, seja em segurança (rastreamento), bem-estar ou sociabilidade."

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