Viagens corporativas batem recorde de R$ 148 bi em 2025 e miram R$ 160 bi em 2026
Guilherme Dietze, da FecomercioSP, compartilhou os números no segundo dia do Lacte

O ano de 2025 foi de recorde para o setor de viagens corporativas. O Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela Alagev em parceria com a FecomercioSP, mostra que, no acumulado do ano, o segmento encerrou o ano com faturamento de R$ 147,8 bilhões, um crescimento de 6,3% e sendo o maior nível já registrado na série.
A economia em expansão, com praticamente todas as grandes atividades tendo um desempenho positivo no ano passado, mesmo que alguns de forma mais tímida, como a indústria (0,6%), comércio (1,5%) e serviços (2,8%), influenciou, segundo o economista Guilherme Dietze, em palestra no segundo dia de Lacte, para que o mundo dos negócios no País avançasse, com um calendário repleto de eventos, feiras e congressos e viagens nas suas mais diversas finalidades.
“Na economia geral, estamos falando de um crescimento de 2% para os próximos quatro anos, que é baixo, mas estamos crescendo. O País não vai entrar em recessão, não vai quebrar, vai continuar crescendo"
Guilherme Dietze, da FecomercioSP
Olhando pelo lado do setor aéreo, houve recorde de passageiros transportados, doméstico e internacional, com quase 130 milhões no ano passado, crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior, de acordo dados da Anac. Colaborou para esse resultado o aumento da malha aérea no País e os preços médios em alta de 7,85%, de acordo com o IBGE, ou seja, há mais pessoas viajando e, ao mesmo tempo, pagando um pouco a mais pelo mesmo serviço.
No caso da hotelaria a análise é similar. Segundo dados do Fohb, a taxa de ocupação subiu 2,1% e a diária média, 10,5%, já descontando a inflação do período. É um forte indicador de pressão de demanda no setor.
Expectativas continuam altas para 2026
Após esse recorde de 2025, a expectativa segue positiva para o ano de 2026, com projeção de crescimento um pouco acima do que se havia anteriormente, de 6%, e passa para 7%, atingindo R$ 158 bilhões de gastos com viagens corporativas.
O cenário está baseado na sequência positiva da economia brasileira, que deve ter mais um aumento do PIB neste ano por volta dos 2%, mantendo aquecido o ambiente de negócios no Brasil.
“Apesar de neste ano termos a Copa do Mundo, ser um ano de eleições no Brasil, as viagens a negócios continuarão e as pessoas, a economia, sobreviverão a estes acontecimentos. Vamos continuar com um faturamento recorde de viagens corporativas e o País tem de tirar proveito disso", conclui o economista.