O que é a IA agêntica e como ela pode transformar as viagens corporativas? Confira
Tema foi trazido ao Travel Connect, evento realizado pela VOLL nesta quarta-feira (9), em São Paulo

A tecnologia tem avançado para tornar a experiência de viagem cada vez mais simples e integrada. Prova disso é a evolução da IA generativa para a IA agêntica, que está transformando as viagens corporativas. Mas qual é a diferença entre as duas?
"Enquanto a IA generativa pode recomendar, por exemplo, lugares em São Paulo ou encontrar um local para observar pássaros, a IA agêntica consegue compreender a intenção por trás de uma viagem e agir para realizá-la", explica Clyde Rosanowski, VP sênior de Desenvolvimento de Negócios para Soluções Comerciais da Mastercard na Europa Oriental, Oriente Médio e África.
“Em uma viagem corporativa, por exemplo, a IA agêntica consegue entender a agenda e o calendário do viajante, os requisitos de compliance e as hierarquias de aprovação, além de identificar que ele precisa estar em determinado lugar em um dia específico. A partir dessas informações, realiza toda a reserva e só retorna ao viajante quando houver necessidade de uma decisão humana”
Clyde Rosanowski, VP sênior de Desenvolvimento de Negócios para Soluções Comerciais da Mastercard na Europa Oriental, Oriente Médio e África
A IA agêntica pode, portanto, fazer uma reserva, cuidar de todo o roteiro e ainda acompanhar o processo ao longo da viagem, em tempo real. Em caso de atraso de voo, por exemplo, os agentes de IA podem verificar a necessidade de estender a estada no hotel ou informar que o check-in será realizado mais tarde.
“A IA agêntica também poderá fazer a diferença no pós-viagem. Hoje, o processo de prestação de contas envolve reunir recibos, conferir despesas e lidar com documentos que podem ter sido perdidos, não impressos ou estar inadequados. É um processo que consome tempo e tira do viajante horas que poderiam ser dedicadas a outras atividades. A tecnologia já permite automatizar parte desse trabalho, deixando para os funcionários apenas a análise das exceções. Dessa forma, a maior parte do processo é realizada automaticamente", destaca o executivo.
Gestores de viagens esperam que IA tome decisões
Por fim, Clyde Rosanowski divulgou uma pesquisa realizada com gestores de viagens corporativas, incluindo participantes do Brasil, que mostra justamente essa expectativa: os gestores esperam que a IA seja capaz de tomar decisões e executar tarefas.
“Outro ponto importante é o compliance. Os gestores estão interessados em garantir que, ao implementar a IA agêntica, as permissões e políticas da empresa sejam respeitadas. Isso significa estabelecer regras tanto antes quanto depois da transação e garantir que a IA só execute determinadas ações dentro das permissões estabelecidas”, afirma Clyde.