Turismo de luxo impulsiona demanda por seguro viagem em 54%, aponta Omint
Proteção deixa de ser acessório e passa a integrar a experiência premium; coberturas chegam a US$ 500 mil
O avanço do Turismo de luxo entre brasileiros tem redefinido o papel do seguro viagem, que deixa de ser um item complementar para se tornar parte essencial da experiência. Entre 2022 e 2025, a demanda pelo produto no segmento de luxo avançou 54%, segundo levantamento da Omint Seguros.
O movimento reflete uma mudança no comportamento do público de maior renda, que passa a incorporar a proteção como elemento estratégico em viagens cada vez mais complexas, personalizadas e de alto investimento. No cenário global, a tendência é acompanhada pela expansão do próprio Turismo de luxo: o mercado de hotéis de alto padrão deve crescer a uma taxa média anual de 8,2% até 2030, segundo a Worldmetrics.
Os dados da companhia mostram que o perfil das viagens acompanha esse novo padrão. Os Estados Unidos concentraram 35% das contratações, seguido pela Europa (28%), América do Sul (9%) e África e Ásia, ambos com 4%. O recorte etário também reforça esse comportamento: a maior concentração de clientes está entre 40 e 49 anos, faixa que combina ampla capacidade financeira com uma postura mais consciente em relação à gestão de riscos ao longo da jornada.
Nesse contexto, coberturas mais amplas ganham protagonismo. Atualmente, já há planos com limites que podem chegar a US$ 500 mil para despesas médico-hospitalares, incluindo atendimentos relacionados a doenças preexistentes, um diferencial relevante em viagens de maior duração ou para destinos com custos elevados de saúde.

Apesar da abrangência das coberturas, o seguro ainda representa uma parcela pequena do custo total da viagem.
“Em média, o produto corresponde a cerca de 2% do valor de uma viagem de 10 dias, cujo maior peso está nas passagens e na hospedagem, o que reforça seu papel como uma decisão estratégica para preservar a experiência diante de imprevistos, inclusive antes do embarque”,
Anna Angotti, gerente de Seguros de Vida Individual e de Viagem da Omint.
A busca por experiências mais exclusivas também tem ampliado o interesse por destinos menos convencionais, muitas vezes associados a maior complexidade logística e menor previsibilidade. Segundo levantamento da Booking, 64% dos brasileiros demonstram interesse em atividades como a observação de fenômenos naturais, como a aurora boreal, comum em regiões próximas ao Círculo Polar Ártico, incluindo Alasca, Noruega, Suécia, Finlândia, Islândia e Groenlândia, um tipo de viagem que reforça a necessidade de planejamento e proteção adequados.
“Hoje, o viajante de alto padrão não busca apenas conforto ou exclusividade, ele busca previsibilidade. O luxo não comporta imprevistos, e isso faz com que o seguro deixe de ser acessório e passe a integrar a própria experiência”, afirma Anna.