Gruta Azul, Dingli, Bugibba e Marsaxlokk: a Malta além das cidades históricas
Das grutas marinhas às falésias e mercados de pescadores, Malta reserva surpresas além das cidades

No sudoeste de Malta, a natureza se apresenta de forma grandiosa. A Gruta Azul é uma das atrações mais populares do arquipélago: uma série de cavernas rochosas costeiras que pode ser admirada de um mirante acima, mas que é melhor vivenciada pelo mar. Os passeios de barco partem a cada 15 minutos entre 9h e 17h, levando os visitantes para dentro das grutas e sob o arco mais famoso.
A melhor hora para visitar é pela manhã, quando a luz do sol entra pelas fendas rochosas e intensifica o azul-turquesa da água. A visita pode ser combinada com as estruturas megalíticas de Hagar Qim e Mnajdra, Patrimônio Mundial da UNESCO, que incluem uma das maiores pedras de Malta, com 5,2 metros de altura.
A poucos quilômetros dali ficam as Falésias de Dingli, próximas ao ponto mais alto das ilhas maltesas, 253 metros acima do nível do mar. Daqui se avistam o Mar Mediterrâneo, campos em socalcos, um assentamento da Idade do Bronze e a minúscula ilha desabitada de Filfla, reserva natural. Caminhar pelas trilhas ao longo das falésias, especialmente ao pôr do sol, é uma das experiências mais marcantes de Malta, com direito a uma pequena capela do século XVII dedicada a Santa Maria Madalena, único edifício neste cenário natural.
Bugibba e Marsaxlokk

Na região de St. Paul's Bay, Bugibba é uma das zonas turísticas mais animadas de Malta, com hotéis, restaurantes, pubs, vida noturna e atividades aquáticas como mergulho e passeios de barco. A Perched Beach, artificial e com Bandeira Azul, oferece vistas do Mediterrâneo e da Ilha de São Paulo. À noite, a Triq It-Turisti e a Praça de Bugibba concentram o movimento, com lojas, pizzarias, boates, cinema e cassino. Entre as atrações locais estão o Aquário Nacional, a Fábrica de Chocolate de Malta e o Museu de Carros Clássicos.
No sul da ilha, a apenas 12 km de Valletta, Marsaxlokk é uma antiga vila de pescadores que encanta à primeira vista. O porto está repleto de barcos tradicionais, Ferrilla, Kajjik e Luzzu, pintados em tons vivos e decorados com o Olho de Osíris, símbolo protetor herdado da tradição fenícia. O mercado de domingo vende de tudo: artesanato, produtos locais, geleias, mel, conservas e doces malteses.
Mas mesmo fora do domingo, vale visitar para almoçar nos restaurantes à beira-mar, onde o peixe Lampuki (mahi-mahi), o atum, o polvo e o peixe-espada chegam direto dos barcos ao prato.
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