Veja o que foi destaque no 1º dia de WTM Latin America

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PANROTAS / Emerson Souza
Simon Mayle
Simon Mayle

Apesar de não ser presencial, do jeito que o trade está acostumado e ama fazer, a WTM Latin America 2021 começou hoje, virtualmente, focada em conteúdo e reuniões. Tanto que a organização do evento estendeu os horários e deu mais um dia para o profissional do Turismo poder aproveitar mais do evento.

O primeiro dia teve abertura do jornalista Pedro Andrade, que falou sobre o significado de viajar, o impacto do Turismo no meio ambiente e nas comunidades. Carioca residente em Nova York, a apresentação de Andrade foi um dos destaques ressaltados pelo diretor da WTM Latin America, Simon Mayle, em live no Instagram da PANROTAS.

CONTEÚDO SALVO, SOB DEMANDA
Mayle também reforçou que todo conteúdo apresentado no primeiro dia fica sob demanda do participante na plataforma WTM. "O sistema está intuitivo. Você entra, tem seu perfil, sua agenda. Pode deixar seus contatos para as pessoas, pode assistir às palestras que já foram realizadas", afirma o diretor.

Portanto, para você que perdeu, vale a pena conferir alguns dos destaques do dia, dentre os quais as apresentações do Maranhão, do Mato Grosso do Sul, focada em Bonito, São Paulo, entre outros. No internacional, Colômbia e Uruguai tiveram boa participação neste dia inicial. Nichos como LGBTQIA+, na figura de Clovis Casemiro, da IGLTA, também contaram com conteúdo relevante.

DESTAQUES DA QUARTA-FEIRA
Diversidade, Mulheres no Turismo e Sustentabilidade serão alguns temas que vão compor o conteúdo da quarta-feira da WTM Latin America.

Às 10h, "Como sua empresa pode proteger o planeta e atrair o viajante" será uma das discussões. Às 10h30, "Aliados pela diversidade" também trará discussões positivas para o setor. Às 11h15, a ex-presidente e CEO do WTTC, Gloria Guevara, participa do painel "Defesa - Mulheres que possuem suas causas compartilham suas experiências".

Acesse https://www.wtm.com/latin-america/pt-br.html e fique por dentro.

PANDEMIA E REABERTURA DE DESTINOS
O primeiro painel contou com a presença do repórter Peter Greenberg como entrevistador e recebeu Ghada Shalaby, vice-ministra do turismo e antiguidades – República Árabe do Egito. Ghada explicou como o país vem lidando com a reabertura, que teve início em julho de 2020, e as ações que foram postas em prática, entre elas a inovação do turismo local com novos pontos e vilarejos para serem visitados pelos turistas.

Em seguida, foi a vez de Michael Goldsmith, presidente da Magellan Marketing, entrevistar Dan Richards, CEO da Global Rescue, e explorar um modelo diferenciado de atendimento em casos de emergência bem como ele pode ser uma opção para movimentar o turismo em alguns países e regiões. “Nós estamos em um processo com o programa Jamaica Cares e o que nós estamos tentando fazer é resolver dois problemas. O primeiro é sair dessa pandemia, para isso precisamos garantir aos viajantes que o lugar que eles estão indo é seguro e está com protocolos, precauções e recursos sendo seguidos. O segundo é fornecer capacidade ao destino para que o próprio país possa ajudar a gerenciar outros eventos como desastres naturais, terremotos ou outros que possam ocorrer”, explica Richards.

LGBTQIA+
Mediado por Clovis Casemiro, coordenador da IGLTA Brasil, o painel apresentou Pipa, no Rio Grande do Norte, e o estado do Mato Grosso do Sul. Ambos os destinos que apostaram em uma abordagem diferente para atrair e valorizar esse público.

Beth Bauchwitz, coordenadora do Preserve Pipa, explicou que o vilarejo possui 6 mil leitos, entre hotéis 5 estrelas, spas e pousadas, cada um com o seu charme e que estão sendo treinados para receber o turista LGBT+. Já Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, destacou como o estado vem se preparando para receber esse público. “Quando assumi a Fundação de Turismo, em 2017, Bonito e Pantanal já eram destinos LGBT friendly há alguns anos. Mas, a ação do estado começou há pouco mais de 3 anos. E, em fevereiro de 2020, pudemos promover um grande workshop em termos de hospitalidade, posicionamento e mercado, que contou com mais de 100 empresários e teve fila de espera. Acredito que a partir desse ponto iniciamos um processo de profissionalização do trade, pois não basta só dizer que o destino é LGBT+, é preciso estar preparado para isso”, explicou Wendling.

TECNOLOGIA NO TURISMO
Outro painel que abordou as redes sociais foi o da ABBV (Associação Brasileira de Blogs de Viagem). Com apresentação de conteúdo inédito, Gaia Vani e Manuela Hollós deram uma aula sobre como alcançar o público certo, falaram sobre o trabalho com influenciadores e como promover ações de forma efetiva.

A Euromonitor International apresentou uma pesquisa com dados demográficos e socioeconômicos focados na indústria do turismo e projeções para a recuperação pós-pandemia, e como a digitalização estará mais presente de agora em diante.

Para o futuro pós-pandemia, a Euromonitor desenvolveu quatro projeções em quatro cenários, do mais otimista para o menos. No primeiro, espera-se que a indústria possa voltar aos níveis pré-pandêmicos já em 2022. No mais severo, espera-se que essa recuperação só aconteça em 2024. “Contanto que a pandemia seja contida dentro deste ano e do próximo, a gente espera que as companhias aéreas levem, no mínimo, de 3 a 4 anos para se recuperarem. Enquanto o setor de acomodação e intermediários devem levar um tempo maior”, comentou em seu painel Marília Borges, consultora da Euromonitor International.

Na mesma linha da digitalização, Gabriela Otto, Daniele Amaro e Janete Ribeiro destacaram que o processo de digitalização é algo que já vinha ocorrendo, mas a pandemia acelerou esse processo e agora a adaptação à nova era é essencial para todos os setores da indústria, inclusive o de viagens. Elas ressaltaram que a tecnologia traz soluções que ajudam o viajante, como por exemplo, as de traduções e localização, para que pedir informações em países novos não seja mais necessário.

MULHERES NO TURISMO E TURISMO COMUNITÁRIO
A programação da Women in Travel teve início com Mariana Aldrigui como mediadora e a participação de Adriana Cavalcanti, Alessandra Alonso e Carrie Wilder, que comentaram, entre outros assuntos, o quanto ainda há necessidade de mulheres receberem o mesmo tratamento e salários dos homens no mercado de trabalho e que mulheres ainda são julgadas ou não se sentem seguras para estudar ou desempenhar algumas funções. Em seguida, foi a vez de Elisa Spampinato moderar o painel com Rachel O’Reilly, Leah Chandler e Yolanda Perdo e falarem sobre a reconstrução da confiança com a comunicação.

O WTM Latin America finalizou o dia com painéis sobre o turismo comunitário na América Latina e as ferramentas que foram adicionadas ao metabuscador de viagens KAYAK em tempos de pandemia.

“Estamos orgulhosos de fechar esse primeiro dia de evento com todos esses conteúdos que tanto agregaram ao nosso mercado. Queremos agradecer a todos os palestrantes e painelistas e também a todos os expositores e profissionais de viagem presentes. Essa foi a primeira edição 100% virtual e estamos muito felizes com o resultado do primeiro dia”, agradece Simon Mayle.
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