'Vacina, sim, mas não como único requisito para viajar', pede agente

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É fato que a indústria do Turismo espera com um enorme senso de urgência uma campanha efetiva de vacinação no Brasil, mas enquanto isso não acontece, é possível, sim, viajar com segurança. Essa é uma das mensagens que passa a Abav do Rio Grande do Sul em nova campanha na tentativa de dar um respiro ao setor na pandemia. Presidente da regional e sócia-proprietária da Asa Norte Viagens, de Porto Alegre, Lúcia Hoffmann Bentz é a entrevistada da semana do Bastidores do Turismo, e conta um pouco sobre essa e outras iniciativas.

"A vacina não é uma condição única para viajar, pois a condição de segurança está nas atitudes responsáveis de cada um. Estamos vivendo a pandemia há mais de um ano, já nos conscientizamos sobre como nos proteger. Sabemos que a aviação está extremamente segura, e se a vacina fosse pré-requisito para viajar, os países estariam exigindo certificado como documento de entrada. A campanha busca mostrar ao governo que queremos, sim, a segurança da vacina, mas não ela não pode ser condição única de viajar", afirma Lúcia. "Tenho passageiros fazendo viagens domésticas, há o Caribe como oferta segura de viagem. Da parte do consumidor, ele precisa ter a consciência de que as coisas podem mudar em relação a malha aérea e outros procedimentos, mas as alternativas estão aí", completa.

A agente de viagens que trabalha principalmente com público de alto poder aquisitivo também fala no novo papel do profissional pós-pandemia, ressaltando a importância vital de o profissional deixar de ser um tirador de pedido para ser um consultor que conhece profundamente seu produto e seu cliente.

O editor-chefe e CCO da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, também comenta sobre a importância que as entidades do Turismo, como Abav, Braztoa e Clia obtiveram desde o início da pandemia, para fugir de medidas generalistas e mostrar as verdadeiras mazelas do setor, entre outros temas discutidos em mais esse programa.
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