O que Italo Fantinato, eleito melhor agente de viagens pelos fornecedores, tem a dizer?
Consultor da IAF Turismo, de Curitiba, recebe o troféu da Melhores do Turismo PANROTAS Amadeus na ILTM

Entre um famtour e outro, Italo Fantinato finalmente parou por alguns dias em São Paulo para que pudesse receber seu troféu como Melhor Agente de Viagens, da 11ª edição do Melhores do Turismo PANROTAS Amadeus 2026. Prêmio merecido. Aos 60 anos de idade e 40 de carreira, dos quais 24 à frente da IAF Turismo, de Curitiba, foi o profissional mais votado pelos mais de 420 fornecedores da indústria em pesquisa espontânea.
Na ILTM Latin America 2026, o curitibano comemorou o reconhecimento, algo que ele não vê como um ponto de chegada, mas como confirmação de um princípio que o guia desde o início: a escolha correta de fornecedores é a continuação do seu próprio trabalho. Apesar da presença em uma feira de Turismo de luxo, Fantinato afirma que o portfólio da IAF é vasto e atende a todos os tipos de clientes, para os quais a filosofia de trabalho é a mesma: uma consultoria multifuncional, muito além da entrega da viagem.
"Eu dei aula durante 25 anos em curso de Turismo e sempre comento que o agente entrega apenas um papel na mão do seu cliente. E muitas vezes ele pagou centenas de milhares de reais naquele papel, então tudo tem que ser perfeitamente como ele imaginou, como ele sonhou, já que nós trabalhamos com realização de sonhos. Na IAF, nós fazemos um roteiro manual, cada cliente ganha, junto com seu roteiro, uma caixa, uma embalagem de presente mesmo. Além de ter dinheiro, o cliente precisa ter saúde para poder realziar uma viagem. Então nós vemos como um presente da vida, de Deus, realizar os sonhos dos clientes."
Italo Fantinato, o melhor agente de viagens pela Melhores do Turismo PANROTAS Amadeus 2026
Uma carreira de aprendizado contínuo
A trajetória de Fantinato é marcada por passagens pelos diferentes lados da indústria. Começou no Banco Bamerindus, depois trabalhou na Transbrasil e em GSAs de aéreas. Passou por uma operadora e, finalmente, ingressou nas agências de viagens. Faz sentido que ele seja reconhecido justamente pelos fornecedores nesta premiação. "Eu só me tornei um melhor profissional conhecendo os dois lados. Já fui companhia aérea, já fui operadora e já trabalhei como funcionário em agências de viagens até fundarmos a IAF."
Além de sua atuação comercial, Fantinato dedicou 25 anos como coordenador e supervisor no Centro Europeu, uma escola curitibana de Turismo, Hotelaria e Entretenimento. Também lecionou em cursos de pós-graduação, focando em desenvolvimento de projetos turísticos. "Isso fez com que eu ficasse melhor. Essa é uma profissão em que temos sempre de aprender. Todos os dias eu aprendo alguma coisa para poder passar para meu cliente melhor."
Dicas para quem está começando
Quando questionado sobre conselhos para agentes jovens que entram no mercado em tempos de tecnologia avançada, Fantinato recomenda... conhecimento. "Eu insisto: busque o que há de útil nas redes sociais, na internet. Em vez de joguinhos, entre em um projeto, busque conhecimento sobre um país, sobre a cultura desse país, as datas para que possamos vender com segurança."
"Quando fui ao Egito pela primeira vez, a sensação era de que já tinha estado lá muitas vezes, de tanto que eu tinha estudado para vender o produto. Então não vamos simplesmente dizer 'eu gosto de viajar e atender um cliente', vamos estudar o roteiro, vamos tentar buscar os nichos", exemplifica.

No divã do agente de viagens
Fantinato também destaca a importância do lado emocional da profissão, especialmente no pós-pandemia. "Temos, sim, um lado de psicólogo, no qual temos de escutar muito o cliente, entender que muitas vezes ele está com um problema emocional, familiar, conjugal... temos de entender e ser bacanas com esse cliente, ter paciência. E temos de ser o interlocutor de uma viagem para ela que seja perfeita", indica, acrescentando a necessidade de estar disponível. "Eu durmo com meu celular até hoje no meu lado. Eu sigo como o plantão dos meus clientes. É dedicação e comprometimento."
Fantinato acrescenta que a IAF Turismo nunca quis crescer além de suas possibilidades. "Nós somos a agência do Sul do Brasil que temos mais selos individuais. Nós não quisemos ter nenhum outro tipo de consórcio porque nunca pensamos em ser grande, nós pensamos em ser pequenos com qualidade e diferenciais", explica Fantinato, que afirma ter recusado grandes propostas para expandir.

"Tive grandes propostas para me unir com empresas de São Paulo, grandes empresas. Um dos maiores empresários do Paraná me convidou também para abrir uma empresa junto com ele e por mais tentadora que fosse a proposta, eu neguei, pois eu preferiria atuar de uma forma que eu pudesse administrar minha empresa com propriedade e segurança."
E não deu tempo de falar mais nada, pois o alerta da ILTM tocou e Fantinato correu para falar com os executivos do Jumeirah de Londres, onde vai se hospedar em sua próxima viagem...