Aeroportos brasileiros não estão defasados, diz especialista

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Victor Fernandes
Carlos Kaduoka, diretor de consultoria da Sita
Carlos Kaduoka, diretor de consultoria da Sita
Em termos de tecnologia, os aeroportos brasileiros não estão muito atrás dos internacionais, segundo o diretor de consultoria da Sita, Carlos Kaduoka. O executivo brasileiro radicado em Londres veio ao Brasil para falar sobre as novas tendências tecnológicas e quais serão seus impactos nos aeroportos e companhias aéreas.

Em entrevista ao Portal PANROTAS, o especialista afirmou que os aeroportos brasileiros estão passando por um processo de automação muito grande e as privatizações são importantes nesse sentido.


“Todos os aeroportos das capitais, que foram privatizados recentemente, estão passando por esse processo de transformação. Guarulhos, Brasília, Galeão, Confins já passaram por esse processo porque a operadora é internacional e tem uma visão estratégica apurada do que eles querem. A tecnologia está para suportar essa visão estratégica”, afirmou Kaduoka.

Para o diretor, a privatização é importante no Brasil por permitir mais liberdade na obtenção de novas tecnologias, e assim sendo necessária uma fase de transição para a aplicação desse investimento em melhoria de operações e atendimento ao cliente.



Emerson Souza
Privatização foi importante para o processo de automação dos aeroportos brasileiros, diz Kaduoka
Privatização foi importante para o processo de automação dos aeroportos brasileiros, diz Kaduoka

Já quanto às prioridades de investimento no Brasil, Kaduoka cita a infraestrutura física dos aeroportos, que é fundamental para a aplicação de novas tecnologias. Outros investimentos citados foram a automatização do processo de check-in e atendimento ao cliente, sistema operacional que automatize o processo de gerenciamento de recursos e área de uso compartilhado entre as companhias aéreas.


No entanto, o especialista afirma que a próxima tendência que seria muito importante nos aeroportos brasileiros é o Airport Collaborative Decision Making, ou apenas ACDM. Que nada mais seria do que uma colaboração entre diversos stakeholders dos aeroportos para troca de informações automatizadas visando a melhoria e eficiência da operação como um todo, como otimização dos portões de embarque e pista, por exemplo.


De acordo com Kaduoka, o Brasil já está na fase inicial do ACDM e espera que o País seja o primeiro a trazer essa integração de sistema para a América Latina.

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