Aeroporto de Congonhas (SP) ganha estação de metrô conectada às linhas Lilás e Esmeralda
Terminal paulista se torna o primeiro aeroporto do Brasil a ter uma estação de metrô fisicamente integrada

Próxima estação: Aeroporto de Congonhas. Esse é o anúncio que muitos passageiros queriam ouvir e se torna realidade hoje (31), com a inauguração da Linha 17-Ouro do metrô, que passa a conectar o terminal aéreo à malha sobre trilhos da cidade de São Paulo.
Com a nova estrutura, Congonhas se torna o primeiro aeroporto do Brasil a ter uma estação de metrô fisicamente integrada. A entrada está localizada no pavimento inferior do terminal de passageiros e a ligação com o metrô é feita por um túnel sob a Avenida Washington Luiz, garantindo circulação entre os dois espaços para passageiros e demais usuários do sistema.
A Linha 17-Ouro do metrô de São Paulo é um sistema de monotrilho com 6,7 quilômetros de extensão e oito estações que conecta o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária da capital, com integração às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda. A nova alternativa de transporte deve beneficiar milhares de pessoas que trafegam diariamente pelo terminal.

A operação inicial ocorre em fase assistida, com funcionamento diário das 10h às 15h e intervalos médios de aproximadamente sete minutos entre os trens. A expectativa é de ampliação gradual do horário e da capacidade, conforme a evolução da operação.
“Hoje celebramos uma conquista importante para Congonhas e para a cidade de São Paulo. A chegada do metrô ao aeroporto representa um avanço expressivo na experiência dos passageiros e na rotina dos milhares de profissionais que trabalham aqui todos os dias”, afirma Kleber Meira, diretor executivo do Aeroporto de Congonhas.
A Linha 17-Ouro do metrô recebeu investimentos de R$ 5,9 bilhões e deve transportar cerca de 100 mil passageiros por dia em operação plena, prevista para outubro. Esperada desde 2014, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo, a linha teve as obras paralisadas em 2019 e foi viabilizada somente em 2023, após a retomada do projeto pela gestão do governador Tarcísio de Freitas.
Nesta fase inicial, os trens circularão com tempo de espera médio entre sete e 14 minutos, em formato de shuttle (cada composição vai e volta pela mesma via), entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi. As viagens contarão com a supervisão de funcionários embarcados, procedimento padrão nas novas linhas de metrô.
A operação transitória permite acompanhamento técnico e regulações dos sistemas e a verificação contínua da confiabilidade operacional. O objetivo é garantir segurança e qualidade no atendimento aos passageiros do início do serviço até a evolução para a operação em tempo integral, das 4h40 à 0h.
O trajeto vai contar com sete, das oito estações abertas ao público: Morumbi (conexão com a Linha 9-Esmeralda), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo (integração à Linha 5 Lilás), Vereador José Diniz, Brooklin Paulista e Aeroporto de Congonhas.
Mais alternativas de deslocamento até Congonhas

A nova conexão tem como objetivo reduzir o tempo de viagem, facilitar o acesso ao aeroporto e reorganizar fluxos em uma das regiões mais movimentadas da cidade. A integração com ônibus e ciclovias também ampliará as alternativas de deslocamento e visa estimular o uso de modais mais sustentáveis.
Uma dessas integrações já começa a funcionar neste sábado (4), com a criação da linha circular 776M-10 Term. Água Espraiada/Aeroporto, que funcionará como um braço de conectividade entre o novo sistema de trilhos, o Aeroporto de Congonhas e os polos empresariais da Zona Sul.
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, para a operação, a frota contará com seis ônibus e intervalo programado de dez minutos no horário de pico. A nova linha foi desenhada para oferecer um deslocamento que se integra às estações do monotrilho ao longo da Av. Jornalista Roberto Marinho e facilitando o acesso de turistas e trabalhadores à região da Chucri Zaidan e Vila Cordeiro.
Veja, no álbum abaixo, mais fotos da nova estação de metrô do Aeroporto de Congonhas.