Pedro Menezes   |   11/05/2026 10:49
Atualizada em 11/05/2026 10:57

Aeroporto de Ezeiza passará por obras na pista a partir de outubro; aéreas ajustam voos

Aéreas têm até 28 de maio para apresentar seus planos operacionais para o período de obras na pista


Divulgação
O principal desafio será a operação reduzida da pista 11-29 de Ezeiza, que passará de 3.300 metros para apenas 1.850 metros durante as intervenções
O principal desafio será a operação reduzida da pista 11-29 de Ezeiza, que passará de 3.300 metros para apenas 1.850 metros durante as intervenções

O Aeroporto Internacional de Ezeiza, maior porta de entrada de turistas internacionais da Argentina, irá passar por obras na pista entre os meses de outubro e novembro, início da alta temporada de verão, algo que já preocupa o setor turístico argentino.

Empresários, companhias aéreas e autoridades trabalham para minimizar os impactos das obras sobre os voos internacionais, a conectividade e as reservas do Turismo receptivo. A preocupação ganhou força em meio ao processo de recuperação do Turismo internacional na Argentina.

Representantes da hotelaria, gastronomia e agências de viagens participaram de uma reunião liderada pelo ministro de Desenvolvimento Econômico da Cidade de Buenos Aires, Hernán Lombardi. O foco foi discutir medidas operacionais e estratégias para reduzir os impactos das intervenções no terminal

Embora as obras tenham sido anunciadas oficialmente em fevereiro, representantes do setor privado criticaram a falta de diálogo prévio em um período considerado estratégico para eventos, como a FIT 2026, congressos e a própria temporada internacional de Turismo da capital argentina.

Neste caso, o setor de receptivos é o mais ameaçado, já que novembro costuma ser um dos meses mais fortes na chegada de turistas internacionais, especialmente vindos da Europa, Estados Unidos e mercados regionais. A avaliação é de que qualquer ruído operacional pode afetar diretamente as reservas.

Como as companhias aéreas vão operar

Maurice Becker/Latam
Limitação afeta especialmente aeronaves de fuselagem larga utilizadas em voos de longa distância, como a Latam, que suspenderá temporariamente a rota Buenos Aires-Miami
Limitação afeta especialmente aeronaves de fuselagem larga utilizadas em voos de longa distância, como a Latam, que suspenderá temporariamente a rota Buenos Aires-Miami

As companhias aéreas têm até 28 de maio para apresentar seus planos operacionais para o período das obras. O principal desafio será a operação reduzida da pista 11-29 de Ezeiza, que passará de 3.300 metros para apenas 1.850 metros durante as intervenções.

A limitação afeta especialmente aeronaves de fuselagem larga utilizadas em voos de longa distância, como a Latam, que suspenderá temporariamente a rota Buenos Aires-Miami entre 25 de outubro e 11 de novembro, mantendo sem alterações os voos regionais e de curta distância.

As obras podem afetar certas operações entre Brasil e Argentina no período, já que muitas companhias aéreas internacionais utilizam este corredor em uma espécie de rota triangular. É o caso de Air Canada, Ethiopian Airlines e Turkish Airlines, com seus respectivos widebodies

A American Airlines, por sua vez, manterá parte da operação, mas suspenderá temporariamente a rota Dallas-Buenos Aires, reduzirá frequências para Miami e realizará escalas técnicas em Montevidéu para abastecimento em alguns voos para os Estados Unidos.

Já a Iberia continuará voando entre Buenos Aires e Madri, porém com redução de frequências, uso de aeronaves Airbus A330-200 e escalas técnicas em Montevidéu nos voos de retorno à Espanha. A empresa também liberou políticas especiais de flexibilidade comercial, alterações de data e reembolsos.

Por fim, Delta Air Lines, United Airlines, Air Canada e Air Europa começaram a retirar voos da venda ou cancelar operações para o período afetado.

Empresas buscam alternativas

Para manter parte da conectividade internacional, várias empresas, incluindo a Aerolíneas Argentinas, estudam alternativas operacionais envolvendo escalas técnicas em aeroportos próximos. Entre os aeroportos avaliados estão Aeroporto Internacional de Carrasco, Rosário, Córdoba e até Santiago do Chile.

A estratégia consiste em reduzir a carga de combustível durante a decolagem em Ezeiza e completar o abastecimento em outro aeroporto antes de seguir voo para Europa ou Estados Unidos.

Além disso, algumas companhias analisam operar com restrições de carga, redução do número de passageiros ou substituição por aeronaves menores durante o período das obras.

Com informações do Ladevi, parceiro da PANROTAS na Argentina.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.