EMPRESAS

Avianca Brasil quer tranquilizar também o pequeno agente


Artur Luiz Andrade
Alberto Weisser, VP da Avianca Brasil
Alberto Weisser, VP da Avianca Brasil
O vice-presidente de Vendas e Marketing da Avianca Brasil, Alberto Weisser, em entrevista ao Portal PANROTAS, disse que a reestruturação da malha e o anúncio feito hoje visam principalmente tranquilizar os players de menor porte do mercado.

“Estamos em contato direto com os grandes distribuidores, mandamos relatórios diários a eles, mas sabemos que tanto no lazer como no corporativo, precisamos falar também com esses agentes e operadores menores. Então queremos mostrar que não vamos sair de nenhum destino nacional e tranquilizá-los”, disse.

O plano de recuperação da Avianca Brasil será apresentado ao juiz Tiago Limongi em 14 de fevereiro, e deve incluir as formas de pagamento aos credores, além de detalhes da operação doméstica e da demissão de funcionários devido à saída da empresa das rotas internacionais de Miami (iniciada em junho de 2017), Santiago (agosto de 2017) e Nova York (dezembro de 2017). Essas operações serão encerradas em 31 de março de 2019 e os passageiros com viagens posteriores a essa data poderão ser realocados em voos da Avianca Holdings, via Colômbia, ou serem ressarcidos pela empresa.

“Era importante o mercado, o juiz e os credores saberem qual será a Avianca Brasil este ano e esse é o desenho que queremos: 38 aeronaves, 26 destinos atendidos (28 aeroportos no total) e 243 voos por dia”, afirmou Weisser. Com isso, a empresa espera gerar receita para pagar os credores e seguir operando com seus diferenciais no Brasil, incluindo para o mercado de viajantes corporativos. “Em dezembro e janeiro nossos índices de pontualidade, ocupação e regularidade estão quase nos mesmos níveis dos meses anteriores. Estamos operando dentro da normalidade. Ajustes normais serão feitos na malha doméstica, como qualquer empresa faz devido à demanda, mas repito que não sairemos de nenhum de nossos 26 destinos no Brasil”.

O vice-presidente da Avianca Brasil, no cargo desde o final de 2018, disse não ter informações sobre possíveis investimentos na companhia durante o processo de recuperação judicial (sejam eles do Brasil ou do Exterior), sobre o número de demitidos durante esse ajuste da empresa e também quanto tempo levará toda a recuperação.

Ainda faltam algumas negociações com credores e a aprovação final do juiz, mas Weisser está otimista que o plano será aprovado e que a Avianca Brasil manterá esse tamanho projetado em 2019.

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