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União Europeia fecha espaço aéreo para Boeing 737 Max 8 e 9

Wikicommons/pjs2005
Boeing 737 Max é proibido no espaço aéreo da União Europeia
Boeing 737 Max é proibido no espaço aéreo da União Europeia

A Agência Europeia de Segurança da Aviação da União Européia (Easa), suspendeu a operação de todas as aeronaves Boeing 737 Max 8 e Max 9 dentro do seu espaço aéreo, seja de companhias aéreas internas ou externas do bloco europeu.

A determinação entrou em vigor hoje às 19h UTC (16h no Brasil) e é mais uma resposta ao acidente do Boeing 737 Max 8 da Ethiopian Airlines, que caiu no domingo (10) matando 157 pessoas.

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A decisão acontece após 11 países e 10 companhias aéreas também suspenderem, por tempo indeterminado, as operações do Boeing 737-800 Max, entre domingo e hoje. Dentro da União Europeia, França e Alemanha já haviam determinado a suspensão das operações da aeronave da Boeing. O Reino Unido, que ainda faz parte do bloco europeu - sua saída está marcada para o dia 29 de março - também já havia decidido proibir a operação dos aviões do modelo.

Entre as companhias que suspenderam as operações estão a Gol Linhas Aéreas - que conta com sete aeronaves do modelo -, a Aerolíneas Argentinas, a Norwegian e ainda a Ethiopian Airlines, proprietária do avião que se acidentou no fim de semana.

Confira abaixo a declaração na íntegra da Easa:

"Easa suspende todas as operações do Boeing 737 Max na Europa

Após o trágico acidente do voo ET302 da Ethiopian Airlines envolvendo um Boeing 737 MAX 8, a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (Easa) está tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos passageiros.

Como medida de precaução, a Easa
publicou hoje uma Diretriz de Aeronavegabilidade, com vigência a partir das 19:00 UTC, suspendendo todas as operações de voo de todos os aviões Boeing Modelo 737-8 MAX e 737-9 MAX na Europa. Além disso, a Easa publicou uma Diretiva relativa à segurança, com efeitos a partir das 19:00 UTC, suspendendo todos os voos comerciais efetuados pelos operadores de países terceiros para dentro ou fora da UE, dos modelos acima mencionados.

A investigação do acidente é liderada pelas autoridades etíopes com o apoio do National Transportation Safety Board, uma vez que a aeronave foi projetada e construída nos Estados Unidos. A Easa ofereceu sua assistência no apoio à investigação de acidentes.

A Easa analisa continuamente os dados assim que se tornam disponíveis. A investigação do acidente está em andamento, e ainda é cedo para tirar conclusões sobre a causa do acidente."
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