EMPRESAS

Azul diz que Abear defende principalmente Gol e Latam

Desde que os ativos da Avianca Brasil se tornaram o principal alvo de interesse de suas concorrentes (Azul, Gol e Latam), principalmente no que diz respeito aos slots da recuperanda em Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro), o mercado assiste uma das disputas mais acirradas na história da aviação comercial brasileira.

Jphn Rodgerson, da Azul, e Eduardo Sanovicz, da Abear
Jphn Rodgerson, da Azul, e Eduardo Sanovicz, da Abear

Recentemente, em entrevista a revista PANROTAS, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, disse que, em relação a redistribuição dos slots em Congonhas, a atual regra da Anac está em linha com as regras internacionais. Segundo ele, não há a possibilidade de que essa regra seja modificada neste momento. “A única coisa que faz a nossa indústria questionar alguma regra é quando ela está diferente do que é aplicada no resto do mundo, o que não é o caso. A Abear não se envolve em debate com fundo comercial”, disse.

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Pelas atuais regras de redistribuição de slots, caso seja declarada a falência da Avianca Brasil, a Anac poderá agir de duas formas. A primeira delas é dividir os slots igualmente entre as que já operam naquele aeroporto (nesse caso, as três: Azul, Gol e Latam). Se houver o interesse de um novo player, a metade dos slots distribuídos fica com a entrante e os demais são divididos em partes iguais com as demais empresas.

Hoje, por meio de uma nota enviada à imprensa, a Azul voltou a se manifestar. A empresa relembra que não faz mais parte da associação e afirma que a Abear representa principalmente o interesse da Gol e da Latam, que concentram mais de 95% das operações em Congonhas. ”Ao contrário do que a associação diz, a concentração de rotas não traz vantagens ao consumidor”, diz o texto.

Leia o texto abaixo na íntegra:
“A Azul, companhia aérea brasileira líder em destinos servidos no País, relembra que não faz mais parte da associação do setor, a Abear, que representa principalmente o interesse de duas companhias, que concentram mais de 95% das operações em Congonhas. Ao contrário do que a associação diz, a concentração de rotas não traz vantagens ao consumidor. Desde a saída da Avianca da ponte aérea, o preço das passagens daquele mercado subiu em 64%, aponta a Abracorp. A Azul está certa de que os órgãos reguladores serão capazes de manter a segurança jurídica e ao mesmo tempo ampliar a concorrência, favorecendo os consumidores brasileiros.”
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