Air France-KLM apoia iniciativa da Iata de testes sistemáticos

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O diretor geral para a América do Sul da Air France-KLM, Jean-Marc Pouchol, foi um dos participantes da LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens de hoje (8), que discutiu sobre a retomada de viagens para a Europa, experiências que o passageiro encontra a bordo e como as companhias aéreas europeias se prepararam para essa nova fase.

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LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens, mediada por Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, reuniu os diretores gerais da Lufthansa-Swiss (Annette Taueber), Air France-KLM (Jean-Marc Pouchol) e Tap (Mário Carvalho), além do vice-presidente da Ancoradouro, Cássio Oliveira
LIVE PANROTAS – Retomada das Viagens, mediada por Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, reuniu os diretores gerais da Lufthansa-Swiss (Annette Taueber), Air France-KLM (Jean-Marc Pouchol) e Tap (Mário Carvalho), além do vice-presidente da Ancoradouro, Cássio Oliveira
Com o Brasil sendo um mercado chave e estratégico para a Air France-KLM, o grupo não parou com as operações no País quando a pandemia teve início, sendo a única companhia aérea a manter voos internacionais no RioGaleão. Além da importância do mercado para a continuação do serviço, havia também a urgência de repatriar os clientes da companhia.

“A partir de maio começamos a reforçar a nossa malha aérea e frequência de voos. Hoje temos 23 serviços semanais no Brasil e, em dezembro, passaremos para 25. Uma ótima notícia é também que vamos retomar as operações em Fortaleza em 26 de outubro, quando chega o primeiro voo vindo de Paris”, conta Pouchol.

REESTRUTURAÇÃO DE SERVIÇOS

Durante as primeiras semanas da pandemia de covid-19, o grupo precisou ajustar a sua oferta de produtos, como a possibilidade de escolha de refeição a bordo. Atualmente, todos os serviços se encontram de volta ao padrão e nível normais, com as salas vip, por exemplo, abertas no Brasil, Paris e Amsterdã.

O grupo precisou ainda reestruturar seus centros de atendimento aos clientes. Antes dividido em dois locais – um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro –, o serviço passa a ser concentrado na unidade da capital paulista. Pouchol garante que essa medida não trará consequências aos clientes ou prejudicará a atividade de atendimento.

O diretor geral conta também que, nas últimas semanas, vem percebendo uma leve recuperação da demanda para viajar na cabine executiva. Seja a lazer ou mesmo a negócios daqueles brasileiros que, por conta do passaporte europeu, podem viajar ao continente.

“Não estou falando de um aquecimento muito forte, mas temos sinais positivos. O mais desafiador para o cliente é viajar pela primeira vez para conhecer todas as medidas de segurança. Uma vez que esse passageiro experimentar todas as ações que implementamos, vai ajudar a restaurar a confiança para viajar de novo.”

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Jean-Marc Pouchol falou sobre as ações da Air France-KLM na retomada das viagens para a Europa
Jean-Marc Pouchol falou sobre as ações da Air France-KLM na retomada das viagens para a Europa
TESTAGEM
Apesar de a Air France não solicitar testes, a França exige para quem tem como destino final o Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle. Diante disso, a aérea iniciou uma parceria com o laboratório Fleury para garantir 25% de desconto ao clientes na realização da testagem dentro de 72 horas antes da viagem.

Além disso, a Sky Team, aliança da qual a companhia francesa faz parte, apoia – assim como a Air France – as iniciativas da Iata de implementar testes rápidos a todos os passageiros antes do embarque para evitar o bloqueio de fronteiras e necessidade de quarentena obrigatória.

“Não faz sentido um brasileiro sem dupla nacionalidade não poder viajar para França, sendo que aquele que tiver passaporte europeu pode. Esta é uma medida puramente sanitária. Por isso, a proposta da Iata para generalizar essa testagem sistemática a ser feita nos aeroportos seria uma boa opção e solução para o nosso setor”, afirma Pouchol.

COMBINAÇÃO DE DOIS FATORES
Para o executivo, são dois os temas cruciais para conquistar a confiança do passageiro de volta. O primeiro diz respeito às medidas sanitárias a bordo e nos terminais, que devem ser amplamente comunicadas tanto pelas próprias companhias aéreas quanto pelos agentes de viagens e o restante do mercado.

O segundo é a flexibilização por parte das transportadoras como uma importante ação para turbinar a demanda das viagens. O grupo Air France-KLM está dando total flexibilidade para remarcar e cancelar bilhetes, além da iniciativa do bônus de até 15% do valor da passagem inicial para incentivar o cliente a reservar.

“Não tem outro jeito, devemos flexibilizar para dar confiança ao passageiro viajar, reservar e emitir. É a nossa responsabilidade como companhia aérea. Precisamos também do apoio das agências de viagens para divulgar todas essas ações. Toda a indústria tem de destacar e ressaltar o que está sendo feito para os viajantes”, pontua.

EQUIPE BRASIL
Durante a pandemia a Air France-KLM manteve sua estrutura no Brasil, com os funcionários trabalhando em home-office. Houve, porém, a transferência do call center que existia no Rio para o que continua funcionando em São Paulo. Segundo Jean-Marc um ajuste de acordo com a demanda e novo tamanho dos negócios.

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