Lufthansa encerra ano com cerca de 46% da oferta de 2019

|


Divulgação/Lufthansa
A Lufthansa opera atualmente 12 voos semanais no Brasil
A Lufthansa opera atualmente 12 voos semanais no Brasil
O Lufthansa Group vai encerrar o ano com pouco menos que a metade dos voos que operava no Brasil ao final do ano passado. Impactada, assim como toda a indústria do Turismo, pelos efeitos da pandemia, a companhia europeia hoje tem 12 voos semanais, com 60% de ocupação em média, entre Brasil e Alemanha. Esse número significa 46% dos 26 que operavam por aqui no fim de 2019. O índice, segundo avaliam os executivos da empresa, é bem positivo, principalmente considerando o fato de que a corporação não interrompeu os voos brasileiros nem no momento mais agudo da crise.

“É um orgulho lembrar que o voo entre São Paulo e Frankfurt foi uma das operações que não pararam de acontecer em momento algum. Isso demonstra a importância que o mercado brasileiro tem para a companhia”, afirma o diretor sênior de Vendas da Lufthansa para a América do Sul, Tom Maes.

O executivo recapitulou o ano da empresa em uma reunião virtual realizada hoje (10). Ao lado dele estavam a diretora de Vendas da companhia para o Brasil, Annette Taeuber, e o diretor regional da Lufthansa Cargo para o Brasil, Cleverton Vighy.

De acordo com Maes, no final do ano passado, a aérea tinha planos otimistas e vivia um bom momento com o sucesso da rota São Paulo-Munique e a inauguração de um novo escritório. A animação, entretanto, caiu por terra com a proliferação do coronavírus pelo mundo e a decretação da pandemia, que paralisou boa parte das operações da marca pelo mundo e resultou em incontáveis cancelamentos de voos. Com aeronaves estacionadas em diversos países a empresa até suspendeu a operação da Swiss no Brasil e viu sua conectividade minguar.

“Já nesse momento apostamos na construção de uma política de flexibilização nas remarcações e compras de bilhetes”, lembra Annette. De acordo com a diretora de Vendas, de maneira rápida, a corporação montou três equipes de trabalho para cuidar de diferentes etapas da crise: uma para voos cancelados, outra já pensando nas mudanças na indústria que aconteceram por todo o mundo, e uma terceira planejando a recuperação.

O cuidado com planejamento, segundo a executiva, foi o que possibilitou um bom número de viagens e os passageiros voltando já em agosto, quando a experiência de voar tinha o acréscimo dos protocolos internacionais de segurança e saúde. “Nos baseamos na ciência e em dados para saber os medos dos passageiros e como podíamos agir para criar essa confiança”, pontua. “As pessoas que estavam voando neste momento eram viajantes que tem portas abertas na Europa e que podiam já naquele momento”, recorda.

Anette Taeuber, diretora de Vendas da companhia para o Brasil
Anette Taeuber, diretora de Vendas da companhia para o Brasil
Pouco depois, mesmo com o índice de vendas 90% abaixo do verificado um ano antes, a empresa começou a alinhar parcerias para oferecer testes de covid aos viajantes e mudou sua base brasileira de operação de cargas. A migração foi de Natal para Recife.

Um pouco mais adiante, em novembro, houve a volta dos voos diários e a oficialização das 12 rotas semanais. “Ainda não temos uma previsão de quando os números de voos vão voltar ao patamar que tínhamos antes. Isso, obviamente, tem a ver com a evolução das notícias da vacina, mas temos perspectivas”, comenta Anette.

TARIFAS
Ao final da reunião, a executiva ainda falou sobre a estratégia tarifária da empresa. De acordo com ela, a aérea ainda faz testes para entender qual a melhor estratégia.

“A pandemia mudou o perfil de viagem, oferta e demanda. No começo dela fizemos teste com promoções e estamos tateando sobre como agir em relação à tarifa. Mas o certo é que teremos promoções e que fizemos uma boa política de flexibilização em remarcações”, diz.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA