Como a Azul mantém as viagens corporativas em alta na crise?

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PANROTAS / Emerson Souza
Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais da Azul, é entrevistado da semana da Revista PANROTAS: Chegada da ITA , metas futuras, fim do codeshare e possível fusão com a Latam estão entre os temas
Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais da Azul, é entrevistado da semana da Revista PANROTAS: Chegada da ITA , metas futuras, fim do codeshare e possível fusão com a Latam estão entre os temas
A Azul Linhas Aéreas conquistou, pela primeira vez, o topo dos rankings da Abracorp e da Anac. Embora não se iluda, ciente de que a liderança é condicional aos tempos de pandemia, a companhia pretende levar aprendizados vividos no período para obter uma retomada mais veloz, efetiva e, quem sabe, fazer a dianteira temporária se tornar definitiva no futuro pós-crise.

E que condições são essas que colocam a Azul no topo? "Definitivamente as vantagens competitivas no setor corporativo", responde o diretor de Relações Institucionais da companhia, Marcelo Bento. "Sempre tivemos um tamanho desproporcional no segmento, uma participação corporativa superior à nossa participação geral. Isso tem muito a ver com o tipo de serviço prestado pela Azul, tanto em termos de malha aérea como de qualidade. Nosso DNA regional, nossa estratégia de atender pequenas e médias localidades nos dá uma participação sólida com os viajantes a trabalho, muito maior do que as grandes rotas nacionais", completa o executivo, em entrevista exclusiva à Revista PANROTAS.

Contudo, a maioria dos indicadores mostram que a condução da retomada se dá pelo lazer, e mesmo assim a Azul segue atribuindo sua posição pela conquista do viajante corporativo. Marcelo Bento também tem uma explicação a isso. Ele diz que o corporativo ao qual a Azul é especializada não está centrado no eixo Faria Lima e Leblon, e sim em agronegócio, manufatura, indústria, energia e outros setores que dependem de maior alcance a cidades remotas, mais distantes dos grandes centros urbanos.

"As obras, as fábricas, a mineração, óleo & gás, energia no geral... nada disso parou. Pelo contrário, muitas estão mais aceleradas do que antes, por conta da dependência que tínhamos da China. É esse o corporativo que atendemos historicamente, principalmente nas rotas regionais. O corporativo que estagnou foi o das multinacionais, das financeiras, das consultorias. São importantes em tíquete médio, mas não é um segmento tão atuante da Azul, principalmente por estarem muito centrados na cidade de São Paulo. Nós tempos presença enorme em Campinas, razoável em Guarulhos e mínima em Congonhas", justifica Bento.

Este é só um aperitivo para os vários assuntos sobre os quais o diretor conversou com a Revista PANROTAS na edição desta semana. Chegada da ITA ao mercado, metas de médio e longo prazo, fim do codeshare e possível fusão com a Latam, perspectivas de retomada, situação das agências de viagens e muito mais estão presentes na entrevista com Bento. Você acompanha tudo na edição digital a seguir.



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