IATA: operar na Argentina está se tornando inviável

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Aeroporto de Ezeiza, o principal terminal aéreo da Argentina
Aeroporto de Ezeiza, o principal terminal aéreo da Argentina

Operar na Argentina está se tornando inviável. Este é o alerta da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) que, em comunicado, criticou a decisão administrativa DA 683/21 assinada em 9 de julho pelo governo argentino, na qual, segundo a IATA, "mais uma vez os cidadãos argentinos e residentes ficam abandonados a sua própria sorte fora do país, que segue sem considerar os requerimentos operacionais da indústria aérea".

A decisão em questão prorroga o prazo de fechamento das fronteiras argentinas e restringe fortemente a atuação das companhias aéreas no país vizinho. O vice-presidente da IATA para as Américas, Peter Cerdá, ainda afirmou que "como a vigência do anúncio até 6 de agosto, as companhias aéreas ficam impossibilitadas para confirmar uma data certa de voos a seus passageiros, e seguem sem ter uma previsão clara nas autorizações de voos e capacidades", aponta. "Ademais, não sabemos qual é a metodologia que as autoridades usam para a distribuição e designação dos voos. O processo segue totalmente arbitrário e às vezes parece ser discriminatório", ataca Cerdá.

A IATA recordou o encerramento das operações da Latam na Argentina e do cancelamento dos voos de Buenos Aires a Auckland, Doha, Addis Abeba e Londres, além dos voos regionais com Brasil e Chile.

"Sem um trabalho conjunto do governo com as companhias aéreas, é muito provável que essas empresas suspendam e abandonem suas atividades na Argentina em curto prazo, impactando a conectividade do país com o resto do mundo. Mais que para as aéreas, o dano é também para o país, para seus habitantes. Muitas pessoas seguem perdendo suas vias de entrada, seus empregos e, o pior, a liberdade de viajar", alertou o vice-presidente da IATA para as Américas.

Com informações do Ladevi, parceiro da PANROTAS na Argentina.
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