ITA teve aval da Anac para voar com capital social de R$ 380 mil

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A Itapemirim suspendeu as operações em dezembro
A Itapemirim suspendeu as operações em dezembro
Há um mês com a operação paralisada e viajantes no chão, a ITA Transportes Aéreos informou à Anac ter um capital social de R$ 380 mil em seu processo de certificação. O montante informado consta em documentos acessados pelo jornal O Globo e gera questionamentos sobre a capacidade financeira que a companhia tinha para entrar no mercado de aviação.

Especialistas do setor, também ouvidos pelo veículo de imprensa carioca, avaliam que a autorização da concessão pode ser questionada pelo valor baixo apresentado.

O processo de certificação em questão ocorreu ao longo do primeiro semestre do ano passado e culminou na permissão que foi honrada em junho, quando o primeiro voo comercial da Itapemirim foi feito. Meses depois, a companhia parou, alegando dificuldades financeiras que ainda não foram totalmente esclarecidas.

Segundo apontam os documentos obtidos pelo periódico, do total de capital social apresentado pela ITA, a maior parte, R$ 379 mil, era da Viação Itapemirim, empresa do setor de ônibus que já estava em processo de recuperação judicial. Os outros R$ 1 mil pertenciam ao outro sócio da empresa, Sidnei Piva, que também era o representante da Viação Itapemirim.

Antes de suspender os voos, em dezembro, a companhia havia iniciado a operação em um dos principais aeroportos do Brasil, Congonhas, e ensaiava conversas para voar para destinos internacionais.
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