Receita da Gol supera números de 2019 no 2º trimestre

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Divulgação Gol
A receita operacional líquida da aérea atingiu R$ 3,2 bilhões no 2T22, superando em 3% os valores do 2T19
A receita operacional líquida da aérea atingiu R$ 3,2 bilhões no 2T22, superando em 3% os valores do 2T19
A Gol disponibilizou o seu resultado consolidado do segundo trimestre de 2022. Nesse período, atuando na gestão da capacidade e no aumento da produtividade, a companhia registrou o maior yield da sua história assim como a mais alta receita operacional líquida em um segundo trimestre. A receita operacional líquida da companhia atingiu R$ 3,2 bilhões no 2T22, superando em 215% e 3% os valores registrados nos 2T21 e 2T19, respectivamente.

“Tive o privilégio de atuar com o Kakinoff por mais de sete anos e testemunhei sua capacidade ímpar de liderança. Assumi o cargo de CEO com o compromisso de focar em três pilares principais: crescimento, consistência e proximidade, e espero compartilhar com vocês mais sobre essa minha visão nos próximos trimestres. A força da Gol sempre foi o nosso compromisso em servir nossos clientes e ser a melhor para todos, e isso continuará sendo nosso direcionamento como companhia. Estamos vivenciando um momento único para a indústria de transporte aéreo como um todo e, com a ajuda do nosso Time de Águias, estou confiante em liderar a Gol para patamares ainda mais altos”, diz o diretor-presidente, Celso Ferrer.

RESULTADOS 2T22

  • O número de Passageiro-Quilômetro Transportado Pago (RPK) aumentou 103%, enquanto o total de Assento-Quilômetro Ofertado (ASK) cresceu 123,7%;
  • A Receita Líquida mais que triplicou para R$ 3,2 bilhões. As Receitas Auxiliares, principalmente de Smiles e Gollog, cresceram 75% para R$ 246,4 milhões;
  • A taxa de ocupação média (load factor) diminuiu 7,9 pontos percentuais para 77,2%. A taxa de ocupação doméstica registrada foi 8,5 pontos percentuais inferior à do 2T21, enquanto a taxa de ocupação internacional foi de 86,7%;
  • A utilização das aeronaves foi de 10,2 horas por dia, um ganho de 27,5% na produtividade;
  • O número de passageiros transportados pela Gol dobrou para 5,8 milhões, que foi equivalente a 71,4% do registrado no 2T19 (pré-pandemia);
  • A Receita Líquida por Assento-Quilômetro Ofertado (RASK) evoluiu 41% para R$ 35,94 centavos;
  • O yield médio por passageiro cresceu 66,2% e registrou um recorde de R$ 43 centavos para a companhia;
  • O Custo por Assento-Quilômetro recorrente diminuiu em 20,4% para R$ 35,38 centavos. O CASK Combustível cresceu 72,2% para R$ 16,06 centavos, devido à majoração de 80,5% nos preços do querosene da aviação (QAV);
  • O EBIT recorrente foi positivo em R$ 50,8 milhões com margem de 1,6%, enquanto o EBITDA recorrente foi positivo de 439 milhões com margem de 13,5%;
  • O Prejuízo Líquido foi de R$ 2,8 bilhões, o prejuízo por ação foi de R$ 6,81 e prejuízo por ADS de US$ 2,77, principalmente decorrente das variações cambiais e monetárias; e
  • A relação dívida líquida (incluindo 7x os pagamentos de arrendamento anuais e excluindo o bônus perpétuo) sobre o EBITDA recorrente UDM foi de 9,5x em 30/06/2022, uma redução de 1,6x em relação à posição de 31/03/2022 (11,1x), principalmente em função da recuperação sequencial do EBITDA recorrente.

"Os resultados do segundo trimestre demonstram a consistente recuperação da demanda em um trimestre historicamente caracterizado pela baixa sazonalidade no setor aéreo brasileiro. Os investimentos em tecnologia e oferta de produtos serão essenciais para ampliar a posição de liderança da Gol, tanto com a atual retomada do público corporativo como no aumento da oferta de novas rotas para os clientes que buscam destinos a lazer", afirmou a administração da companhia aérea.

RENOVAÇÃO DA FROTA

Nesse trimestre, a companhia recebeu três novas aeronaves Boeing 737-Max 8, elevando a participação desse modelo para 24% da frota total. A manutenção do ritmo de transformação da frota possibilitará que a Gol encerre o ano com 44 aeronaves 737-Max 8, ou 33% do total, com incremento de produtividade e maior eficiência de custos. De acordo com a empresa, essas novas aeronaves são parte fundamental na estratégia para crescimento, consistência e proximidade, incluindo sua meta para alcançar a neutralidade de carbono até 2050, por apresentarem 15% de economia de combustível, 16% menos emissão de carbono, 40% menos ruído e maior alcance comparativamente ao Boeing 737 NG.

A companhia efetuou a devolução programada de uma aeronave Boeing 737-NG e firmou contratos para devolução antecipada de quatro outras aeronaves, anteriormente previstas para acontecer no segundo semestre de 2022. A Gol projeta encerrar o ano com 92 aeronaves 737-NG, sendo que três delas convertidas para modelos cargueiros dedicados para a parceria com a Meli, as quais deverão gerar aproximadamente R$ 100 milhões de receita incremental potencial na Gollog. A primeira aeronave cargueira iniciará as operações no final de agosto deste ano.

“Estamos confiantes que o aumento na utilização da frota operacional, que gerou ganhos de 27,5% em produtividade nesse trimestre, combinado com a economia de combustível das aeronaves de nova geração 737-Max nos propiciará ampliarmos nossa liderança em custos unitários e mantermos um crescimento disciplinado da nossa oferta para o segundo semestre,” comentou Celso Ferrer.

EXPANSÃO DA MALHA

A companhia continua a expandir sua malha, principalmente em aeroportos com alta demanda corporativa. A recuperação desse mercado a partir de abril de 2022 propiciou o aumento de aproximadamente 20% e 40% na oferta de voos, respectivamente em Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro).

Para os mercados regionais, a malha da Gol inaugurou quatro novas bases nesse trimestre: Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Passo Fundo e Uruguaiana, todos com conexão em Guarulhos (São Paulo), além de anunciar dois novos destinos, Ipatinga e Uberaba, ambos em Minas Gerais.

No mercado internacional, foram retomados os voos para os destinos Estados Unidos, Argentina, Paraguai e Bolívia, que haviam sido suspensos durante a pandemia. Especificamente para a Argentina, cuja demanda fortaleceu em função do câmbio, foi anunciada a “ponte aérea” entre São Paulo (Guarulhos) e Buenos Aires (Aeroparque) em parceria com a Aerolineas Argentina, com a qual a Gol mantém acordo de codeshare há mais de dez anos. Os voos diretos passarão a ter facilidades e benefícios exclusivos a partir do 4T22.

“O crescimento consistente em nossos resultados do segundo trimestre reflete a expansão dos nossos serviços em mercados regionais, o aumento na presença em mercados premium, e a criação de novas oportunidades de geração de receitas complementares. Conquistamos isso ao mesmo tempo em que preservamos a flexibilidade do nosso modelo de frota única que, combinado com nossa Equipe de Águias, possibilitaram nossa adaptação à dinâmica do mercado em evolução de maneira rápida e eficiente”, comentou o vice-presidente comercial, de Vendas e Planejamento da aérea, Eduardo Bernardes.

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