Azul aprova emissão trilionária de bônus de subscrição e avança na execução do Chapter 11
Primeira série de bônus será destinada à American Airlines e a terceira à United Airlines

O Conselho de Administração da Azul S.A. aprovou a emissão de três séries de bônus de subscrição como parte dos compromissos assumidos no âmbito do plano de reestruturação da companhia nos Estados Unidos, sob o Chapter 11.
Segundo a companhia, a medida integra a etapa de implementação do plano homologado pelo United States Bankruptcy Court – Southern District of New York e reforça a nova estrutura de capital da aérea.
A primeira série de bônus será destinada à American Airlines (ou afiliadas) e poderá resultar, se totalmente exercida, na subscrição de até 4,86 trilhões de ações ordinárias. O preço de subscrição unitário foi fixado em R$ 0,00000000001, com preço de exercício equivalente a US$ 0,000020938828792967700 por bônus. O prazo máximo para exercício é 1º de maio de 2027, e o potencial de participação corresponde a 8,8839% do capital social, desconsideradas ações em tesouraria e considerando as ações emitidas na oferta primária homologada em 18 de fevereiro de 2026.
A segunda série será direcionada a credores quirografários da companhia, conforme delimitado no plano de reestruturação. Poderá dar direito à subscrição de até 1,23 trilhão de ações ordinárias. O preço de aquisição foi definido em valor equivalente a US$ 0,000111016853038 por bônus, e o preço de exercício em US$ 0,0000694306713902942 por ação, ambos conversíveis em reais.
Já a terceira série será destinada à United Airlines (ou afiliadas) e a determinados credores, podendo resultar na emissão de até 1,21 trilhão de ações ordinárias. O preço de subscrição unitário também foi fixado em R$ 0,00000000001, com preço de exercício idêntico ao da Série 1, equivalente a US$ 0,000020938828792967700 por bônus, convertido em reais. O prazo máximo para exercício é de um ano a partir da emissão, e o impacto potencial corresponde a 2,2209% do capital social.
A companhia informou que a quantidade efetiva de bônus a ser emitida dependerá das subscrições realizadas pelos adquirentes indicados e pelos acionistas que exercerem o direito de preferência. Eventual parcela não subscrita não será emitida, não havendo oferta de sobras em bolsa.
Novo Comite Estratégico
O Conselho também aprovou a eleição dos membros do novo Comitê Estratégico da companhia. Foram eleitos Jonathan Seth Zinman, James Jason Grant, Patrick Wayne Quayle, John S. Slattery e John Peter Rodgerson, este último com Jeff Ogar como suplente, cuja posse depende ainda de condições precedentes e de aprovações adicionais, incluindo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Os membros do Comitê Estratégico terão mandato unificado de três anos a contar da data de consumação do plano de reestruturação e estarão sujeitos às condições previstas no novo Estatuto Social aprovado em assembleia geral extraordinária realizada em 12 de fevereiro de 2026.