Pedro Menezes   |   20/02/2026 12:16
Atualizada em 20/02/2026 12:18

Azul aprova emissão trilionária de bônus de subscrição e avança na execução do Chapter 11

Primeira série de bônus será destinada à American Airlines e a terceira à United Airlines

Guilherme Mion
azul,azul a330,azul a330neo,aeronaves azul,azul linhas aéreas
azul,azul a330,azul a330neo,aeronaves azul,azul linhas aéreas

O Conselho de Administração da Azul S.A. aprovou a emissão de três séries de bônus de subscrição como parte dos compromissos assumidos no âmbito do plano de reestruturação da companhia nos Estados Unidos, sob o Chapter 11.

Segundo a companhia, a medida integra a etapa de implementação do plano homologado pelo United States Bankruptcy Court – Southern District of New York e reforça a nova estrutura de capital da aérea.

A primeira série de bônus será destinada à American Airlines (ou afiliadas) e poderá resultar, se totalmente exercida, na subscrição de até 4,86 trilhões de ações ordinárias. O preço de subscrição unitário foi fixado em R$ 0,00000000001, com preço de exercício equivalente a US$ 0,000020938828792967700 por bônus. O prazo máximo para exercício é 1º de maio de 2027, e o potencial de participação corresponde a 8,8839% do capital social, desconsideradas ações em tesouraria e considerando as ações emitidas na oferta primária homologada em 18 de fevereiro de 2026.

A segunda série será direcionada a credores quirografários da companhia, conforme delimitado no plano de reestruturação. Poderá dar direito à subscrição de até 1,23 trilhão de ações ordinárias. O preço de aquisição foi definido em valor equivalente a US$ 0,000111016853038 por bônus, e o preço de exercício em US$ 0,0000694306713902942 por ação, ambos conversíveis em reais.

Já a terceira série será destinada à United Airlines (ou afiliadas) e a determinados credores, podendo resultar na emissão de até 1,21 trilhão de ações ordinárias. O preço de subscrição unitário também foi fixado em R$ 0,00000000001, com preço de exercício idêntico ao da Série 1, equivalente a US$ 0,000020938828792967700 por bônus, convertido em reais. O prazo máximo para exercício é de um ano a partir da emissão, e o impacto potencial corresponde a 2,2209% do capital social.

A companhia informou que a quantidade efetiva de bônus a ser emitida dependerá das subscrições realizadas pelos adquirentes indicados e pelos acionistas que exercerem o direito de preferência. Eventual parcela não subscrita não será emitida, não havendo oferta de sobras em bolsa.

Novo Comite Estratégico

O Conselho também aprovou a eleição dos membros do novo Comitê Estratégico da companhia. Foram eleitos Jonathan Seth Zinman, James Jason Grant, Patrick Wayne Quayle, John S. Slattery e John Peter Rodgerson, este último com Jeff Ogar como suplente, cuja posse depende ainda de condições precedentes e de aprovações adicionais, incluindo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os membros do Comitê Estratégico terão mandato unificado de três anos a contar da data de consumação do plano de reestruturação e estarão sujeitos às condições previstas no novo Estatuto Social aprovado em assembleia geral extraordinária realizada em 12 de fevereiro de 2026.

Quer receber notícias como essa, além das mais lidas da semana e a Revista PANROTAS gratuitamente?
Entre em nosso grupo de WhatsApp.

Tópicos relacionados

Foto de Pedro Menezes

Conteúdos por

Pedro Menezes

Pedro Menezes tem 5002 conteúdos publicados no Portal PANROTAS. Confira!

Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.